Bolsa

Comentários sobre o Mercado

12/09/2016

  • Um número maior de grandes economias adota mais redução de impostos para tentar estimular a demanda, ao mesmo tempo em que suas políticas monetárias continuam ultra flexíveis com taxa de juro próxima de zero. "Políticas fiscais estão sendo mais decisivamente implementadas em vários grandes países para estimular a economia, aproveitando os custos historicamente baixos do dinheiro", diz o economista Antonio Garcial Pascual, do banco Barclays, em Londres. A França foi o mais recente país europeu a anunciar nova baixa de impostos, na última sexta-feira (09/09).
  • Os gestores de recursos que cuidam dos ativos das famílias mais ricas do mundo estão tirando dinheiro dos fundos de hedge e transferindo para a área de private equity. Uma pesquisa anual feita entre os escritórios familiares de gestão de recursos mostra que eles estão fazendo isso por causa do desempenho desapontador dos fundos de hedge. Os chamados "family offices" ­ um termo abreviado para designar os profissionais de investimentos que gerenciam recursos para os muito ricos ­ elevaram sua alocação para os fundos de private equity para 22,1% no ano passado, um aumento de 2,3 pontos percentuais. A proporção dos ativos que mantiveram suas apostas nos fundos de hedge caiu de 9% para 8,1%.
  • A dificuldade para se negociar aumento de salários em meio à recessão e as consequências da crise econômica ­ atraso no pagamento das remunerações, no recolhimento de tributos e demissões em massa ­ têm levado cada vez mais categorias ao Judiciário. No primeiro semestre, seis dos principais Tribunais Regionais do Trabalho do país Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo ­ autuaram 288 dissídios coletivos, inclusive de greve, contra 241 no mesmo período do ano passado.
  • O governo já decidiu rever a sistemática de contribuição previdenciária do setor rural e deve propor uma nova regra na Constituição prevendo uma cobrança mínima individual que tenha alguma frequência. Um dos modelos possíveis estudados no âmbito da reforma da Previdência seria uma taxa semelhante à do MEI (Microempreendedor Individual), que é de 5% do salário mínimo, mas cobrado não em bases mensais e sim com uma periodicidade ainda a ser definida, como trimestral ou semestral, de forma a não sobrecarregar o trabalhador. Esse formato, contudo, ainda não está fechado e dependerá de decisões da área política.
  • Após uma onda de venda de debêntures no mercado secundário entre o fim do ano passado e começo do atual, os títulos engataram nos últimos meses um forte movimento de recuperação. Com isso, papéis indexados ao CDI voltaram a ser negociados em níveis pré-crise e os corrigidos pelo IPCA, especialmente os incentivados, tiveram uma redução no prêmio de risco pago em relação aos títulos públicos. A estabilização de preços deve abrir espaço para a retomada das emissões primárias, dizem os especialistas

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

18.324,38

1,32%

S&P 500 Index

2.158,73

1,45%

Nasdaq Composite Index

5.206,30

1,57%

Ibovespa

58.464,46

0,80%

Índices Globais

Japão: Nikkei

16.672,92

-1,73%

China: Shanghai

3.021,98

-1,85%

Hong Kong: Hang Seng

23.290,60

-3,36%

Alemanha: DAX

10.431,77

-1,34%

França: CAC 40

4.439,80

-1,15%

Londres: FTSE

6.700,90

-1,12%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$46,24

0,78%

Ouro ($/oz)

$1.331,70

-0,21%