Bolsa

Comentários sobre o Mercado

08/12/2015

  • Os preços do petróleo subiram ligeiramente em comparação ao valor mais baixo atingido em quase sete anos na terça-feira com o anúncio pela China de fortes importações de commodities apesar do cenário econômico fraco. No entanto, de maneira geral, o mercado manteve-se em baixa devido ao excesso de oferta global, agravado pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de manter a produção alta.
  • A Secretaria de Aviação Civil (SAC) enquadrou como prioritário os investimentos da concessionária Inframerica no Aeroporto Internacional de Brasília. Com a decisão, a empresa poderá emitir debêntures incentivadas, que têm isenção fiscal. De acordo com portaria publicada nesta terça¬-feira no "Diário Oficial da União", a colocação tem como objetivo o investimento já realizado na prestação de serviços públicos para ampliação, manutenção e exploração de infraestrutura aeroportuária em Brasília.
  • Michel Temer, vice¬-presidente da República, se disse "surpreso" com o vazamento de trechos da carta enviada ontem à presidente Dilma Rousseff, em que ele disse que sempre teve "ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB". E já adiantou que não espera uma conciliação quando afirmou que, se a presidente não tem a confiança hoje, "não a terá amanhã". Antes de o conteúdo da carta ter sido vazado, Dilma havia dito em entrevista coletiva que sempre confiou no vice. Não se sabe ao certo se, quando fez a declaração, já tinha lido a carta. O fato é que, se Dilma tinha ou não razão ao longo dos últimos cinco anos de convivência para desconfiar das intenções do vice, como ele alega agora, neste momento não há mais dúvida sobre de que lado ele está. Na nota em que manifestou a "surpresa" com o vazamento da carta "confidencial", Temer disse que manterá "a discussão privada no campo privado". É difícil engolir essa surpresa. O vice-presidente da República é, antes de tudo, um político experiente. Se algo deve ser mantido em segredo, é melhor não dizer a ninguém.
  • A atividade do comércio registrou queda de 0,3% no país em novembro, na comparação com outubro, feitos os ajustes sazonais, de acordo com cálculo da Serasa Experian. É a sexta queda mensal consecutiva. As promoções da Black Friday, no fim do mês passado, não conseguiram evitar a retração. Na comparação com novembro de 2014 houve retração de 7,7% na movimentação de consumidores nas lojas. No acumulado do ano, a queda é de 0,3%. No mesmo período do ano passado, a atividade do comércio aumentou 0,4% ante outubro e cresceu 1,7% na comparação com novembro de 2013. As causas da retração são as mesmas dos meses anteriores, de acordo com a Serasa Experian: juros altos, crédito escasso, renda e confiança do consumidores em baixa. Com exceção do segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática, que cresceu 0,8% em novembro, os demais caíram: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (¬1,6%), combustíveis e lubrificantes (-0,6%), veículos, motos e peças (¬0,1%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (¬1,4%), e material de construção (¬11,5%).
  • Enquanto a reforma administrativa da presidente Dilma Rousseff segue lentamente, as disputas internas nos ministérios se intensificam. Em alguns órgãos, funcionários fazem de tudo para se manter nos cargos comissionados e outros, servidores públicos, não sabem como serão aproveitados na nova estrutura constituída seja por fusão ou por extinção dos ministérios. O secretário-¬executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que todos os decretos para completar a reforma administrativa serão publicados até o fim do ano. A expectativa é que a medida traga uma economia de R$ 2 bilhões ajudando no resultado primário do próximo ano. Segundo Oliveira, os ministérios terão que administrar contratos antigos, realocar funcionários servidores e reduzir comissionados. No caso do Planejamento, que incorporou a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), será criada uma "comissão de liquidação" para fazer a destinação de todos os acervos: patrimônios, contratos, bens, direitos e deveres.
  • Bradesco e Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio, fecharam novo acordo que estende até agosto de 2029 o direito do banco de operar serviços e produtos financeiros na rede Casas Bahia. A parceria, iniciada em 2006, terminaria em 2021 e o acordo é um aditamento ao contrato atual. O Bradesco já pagou à companhia, na sexta¬-feira, R$ 703,7 milhões. O Ponto Frio continua tendo o Banco Itaú como parceiro. Apesar da recessão, que prejudica as vendas do varejo neste ano e que deve continuar em 2016, o presidente do Grupo Pão de Açúcar ¬ que controla a Via Varejo ¬, Ronaldo Labrudi, está mais otimista. Segundo ele, as vendas na Black Friday "foram muito boas". Ele diz que "o consumidor brasileiro reage fortemente aos esforços promocionais".

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.557,00

-1,12%

S&P 500 Index

2.056,75

-1,17%

Nasdaq Composite Index

4.643,75

-1,22%

Ibovespa

44.367,50

-1,89%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.492,60

-1,04%

China: Shanghai

3.633,27

-1,89%

Hong Kong: Hang Seng

21.905,13

-1,34%

Alemanha: DAX

10.698,08

-1,73%

França: CAC 40

4.675,31

-1,71%

Londres: FTSE

6.136,30

-1,40%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$36,86

-2,10%

Ouro ($/oz)

$1.069,40

-0,54%