Bolsa

Comentários sobre o Mercado

02/12/2015

  • Nos Estados Unidos, os ganhos no emprego do setor privado aceleraram em novembro, com os empregadores adicionando 217.000 empregos. Os economistas esperavam um aumento de 185.000 em novembro.
  • Quanto às notícias empresariais, o Conselho do Yahoo planeja considerar uma possível venda do negócio principal da empresa durante uma série de reuniões, começando na quarta-feira e continuando até sexta-feira, disseram fontes familiarizadas com o assunto. O Conselho deverá discutir se deve avançar com um plano para a cisão de mais de US$30 bilhões em ações da Alibaba, encontrar um comprador para o negócio principal do Yahoo de propriedades Web, ou ambos, disseram as fontes.
  • Nas contas do Comitê de datação de Ciclos Econômicos (Codace), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre¬FGV), o Brasil entrou em recessão no segundo trimestre do ano passado. A atual recessão, por essa metodologia, já dura seis trimestres. Ainda não é a mais longa da história, mas caminha para ser a mais duradoura e a pior delas. O Codace mapeou os ciclos de negócios (expansão e recessão) desde o início dos anos 80 e encontrou oito períodos de retração da atividade. O pior deles foi no começo dos anos 80. Do primeiro trimestre de 1981 até o primeiro trimestre de 1983, a economia brasileira encolheu 8,5% ao longo de nove trimestres. A recessão mais longa mapeada pelo Codace durou 11 trimestres e foi do terceiro trimestre de 1989 até o primeiro trimestre de 1992. No meio dele, esteve a pior contração do Produto Interno Bruto (PIB) de um único ano, a queda de 4,25% em 1990, no confisco do primeiro ano do governo do então presidente Fernando Collor de Mello, contra quem posteriormente foi aberto um processo de impeachment. Ao longo daqueles 11 trimestres, entre o pico anterior e o vale, que representa o começo da recuperação econômica, o PIB recuou 7,7%.
  • O IBGE revelou que o PIB seguiu em contração no 3º trimestre deste ano, transformando a recessão atual ¬ iniciada no 2º trimestre de 2014, segundo o Codace/FGV ¬ na mais prolongada desde a observada entre o começo de 1998 e o de 1999. A retração acumulada do PIB desde o "pico", no 1º trimestre do ano passado, chegou a quase 7%, em termos dessazonalizados. Diante desse quadro e da ausência de sinais contundentes de estancamento ou reversão da retração da atividade, as projeções de consenso vêm caminhando rapidamente para uma expectativa de nova retração relevante em 2016: partindo de queda de pouco mais de 3% neste ano, a mediana das projeções aponta recuo de pouco mais de 2% no próximo ano ¬ e já são muitos os analistas esperando uma repetição, em 2016, da taxa verificada em 2015.
  • Enquanto as demais economias latino¬-americanas dão os primeiros sinais de recuperação, o Brasil continua a ser destaque pelas expressivas quedas do Produto Interno Bruto (PIB). No terceiro trimestre, o PIB de México, Chile, Colômbia e Peru se estabilizou ou até mostrou alguma retomada, com crescimento de 2,5% a 3% sobre igual período do ano passado. Já a atividade econômica no Brasil mais uma vez decepcionou e caiu 4,5% na comparação com os mesmos três meses de 2014.
  • Pelo nono mês consecutivo, emprego e horas trabalhadas caíram na manufatura brasileira, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O nível de emprego diminuiu 0,9% em outubro frente a setembro e o de horas trabalhadas cedeu 0,7% no mesmo período, quando excluídos os efeitos sazonais. O emprego industrial é 7,7% menor do que o medido em outubro de 2014. Considerando os resultados do ano, a queda é de 5,6%. O indicador de horas trabalhadas é 12,8% menor do que o observado em outubro de 2014. Na comparação dos dez primeiros meses de 2015 com o mesmo período de 2014, a redução é de 9,8%. O faturamento real não sustentou a recuperação de setembro e caiu 4% em outubro, no dado dessazonalizado. Ante outubro de 2014 o recuo foi de 15,3%. Considerando os resultados no acumulado do ano, o faturamento real da indústria de transformação caiu 7,8%.
  • A Vale vai reduzir seus investimentos em 2016 pelo quinto ano consecutivo e a previsão da companhia é que esse gasto seja ainda menor até o fim da década. A mineradora anunciou ontem, em encontro com investidores em Nova York, que planeja investir US$ 6,2 bilhões em projetos e manutenção no ano que vem, número que representa uma diminuição de US$ 2 bilhões em relação aos US$ 8,2 bilhões que deverão ser aplicados pela empresa em 2015. A queda será de quase 25%.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.843,00

-0,11%

S&P 500 Index

2.099,25

-0,04%

Nasdaq Composite Index

4.717,25

0,02%

Ibovespa

45.186,87

0,31%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.938,13

-0,37%

China: Shanghai

3.703,48

2,34%

Hong Kong: Hang Seng

22.479,69

0,44%

Alemanha: DAX

11.215,92

-0,40%

França: CAC 40

4.910,58

-0,08%

Londres: FTSE

6.415,34

0,31%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$41,06

-1,89%

Ouro ($/oz)

$1.058,40

-0,48%