Bolsa

Comentários sobre o Mercado

22/10/2015

  • A Caterpillar e a 3M divulgaram seus resultados antes da abertura do mercado. A McDonald‘s também divulgou seus números do terceiro trimestre, superando as expectativas tanto em termos de receita quanto de resultado. A 3M apresentou resultados heterogêneos, enquanto a Caterpillar registrou números decepcionantes tanto na receita quanto no resultado.
  • Os preços do petróleo ficaram acima de US$ 48 o barril, impulsionados por compras técnicas, enquanto os investidores analisavam os dados dos Estados Unidos que revelaram uma queda nos estoques de combustível e um aumento no estoque de petróleo bruto.
  • A mineradora brasileira Vale registrou prejuízo de R$ 6,663 bilhões no terceiro trimestre de 2015, quase o dobro da perda de R$ 3,381 bilhões do mesmo período do ano passado. O número é atribuído aos sócios controladores da companhia, base para cálculo de dividendos. No segundo trimestre de 2015, o lucro da empresa tinha sido de R$ 5,144 bilhões. O principal motivo apontado pela mineradora para o prejuízo foi o câmbio.
  • Em reiteradas ocasiões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixou claro o seu plano de estabilização e retomada do crescimento da economia brasileira. O plano tem três passos: o primeiro consiste em fazer um ajuste fiscal, comprimindo, de um lado, as despesas discricionárias e, de outro lado, elevando a carga tributária, ainda que temporariamente, para fazer frente à necessidade urgente de gerar um resultado fiscal superavitário. Concluído o primeiro passo, haveria naturalmente uma melhora da confiança dos agentes econômicos, resultando na retomada do crescimento. Os prêmios de risco baixariam e o câmbio ficaria mais estável ou até mesmo mais apreciado, sendo possível iniciar um ciclo de corte da taxa de juros, o que retroalimentaria o crescimento econômico. Por fim, o terceiro e último passo do ajuste é uma reforma estrutural do lado das despesas públicas obrigatórias, principalmente da Previdência Social. Com isso, seria possível desarmar a armadilha fiscal de longo prazo que é ter despesas crescentes em relação ao PIB.
  • O cenário fiscal que está se desenhando para 2016 não é animador. A recessão econômica continua fazendo estragos na receita da União. O desempenho da arrecadação federal nos últimos meses, principalmente em agosto e setembro, foi decepcionante, de acordo com técnicos da área econômica. Por causa desse comportamento negativo, os técnicos reduziram em cerca de R$ 50 bilhões a previsão da arrecadação total da União neste ano, na comparação com o previsto no relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre. Mesmo essa nova estimativa deve ser vista com cuidado, pois as fontes alertam que o quadro tem piorado mês a mês. O drama da situação é que a frustração da receita em 2015 reduz a base para a projeção da arrecadação no próximo ano. Se a economia brasileira continuar em recessão no último trimestre deste ano, como o mercado espera, os especialistas em tributação consideram que a receita federal dos primeiros meses de 2016 particularmente do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), quando as empresas apresentam suas declarações de ajuste será duramente afetada.
  • O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que o governo vai chegar, até amanhã, à definição sobre eventual mudança da meta fiscal para o ano de 2015. Ele disse que há "perspectiva" de frustração de receitas, mas que a decisão final de alterar a meta ainda não está tomada.
  • Depois de 54 anos de indefinição, o Brasil finalmente eliminará exigências burocráticas para a legalização de documentos públicos estrangeiros, que constituem uma barreira à entrada de empresas ou consórcios internacionais nos leilões de infraestrutura no país. Em linha com o PPP Mais, programa que está sendo preparado pelo Ministério da Fazenda para abrir as licitações à concorrência externa, a expectativa do governo brasileiro é facilitar a participação estrangeira nas próximas concessões e contratos com o setor público em geral.
  • Os estoques do setor industrial caíram pela primeira vez no ano em setembro, de acordo com sondagem mensal realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O movimento é considerado uma boa notícia, mas foi provocado mais por um fator negativo a queda da produção que positivo um eventual aumento de demanda.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.183,00

0,74%

S&P 500 Index

2.020,00

0,57%

Nasdaq Composite Index

4.432,00

0,74%

Ibovespa

47.668,77

1,37%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.435,87

-0,64%

China: Shanghai

3.528,23

1,44%

Hong Kong: Hang Seng

22.845,37

-0,63%

Alemanha: DAX

10.376,27

1,35%

França: CAC 40

4.755,46

1,29%

Londres: FTSE

6.352,10

0,06%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$45,64

0,97%

Ouro ($/oz)

$1.164,50

-0,22%