Bolsa

Comentários sobre o Mercado

20/10/2015

  • Os mercados de ações asiáticos registraram negociações mistas na terça-feira, com as ações de energia entre as que sofreram maior impacto à medida que persistentes sinais de fraqueza na economia chinesa reacenderam a queda nos preços do petróleo.
  • A Harley-Davidson registrou resultados que ficaram aquém das expectativas tanto em termos de lucro como de receitas.
  • Mais de um quinto das empresas do S&P 500 tem sua divulgação de resultados trimestrais programada para esta semana. A Morgan Stanley, gigante do setor bancário, registrou lucro por ação 20 centavos abaixo das estimativas antes da abertura do mercado na segunda-feira, com receita decepcionante.
  • Os mercados também sofreram os efeitos da redução maior do que o esperado de 14% das receitas da IBM, afetadas por um dólar mais forte e vendas de hardware mais fracas.
  • Quase 80 assembleias por dia, em um total de 13.920, ou ainda 11.360 horas até junho de 2016. E cerca de 17,7 milhões de documentos preenchidos por investidores, entre cadastros e análises de perfil. Esse é o volume de trabalho criado para a indústria de fundos pelas novas instruções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que entraram em vigor em 1º de outubro. O levantamento foi feito por duas empresas especializadas em soluções de tecnologia para o mercado financeiro, SmartBrain Financial Systems e Senior Solution, a partir do contato com os principais administradores de recursos do mercado. A burocracia foi gerada por três instruções que entraram em vigor ao mesmo tempo ¬ a 539, que trata da verificação de adequação do produto ao perfil do cliente, a 554, que atualizou os valores para investidores qualificado e profissional, e a 555, que dita as regras para fundos de investimento. As casas têm um prazo de adaptação até junho de 2016.
  • O ministro-¬chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou ontem que até o fim da semana o governo chegará a uma definição sobre a eventual revisão da meta fiscal para este ano, diante da dificuldade de cumprimento do 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), previsto no Orçamento deste ano. Questionado sobre se o governo optaria por um abatimento ou pela redução da meta de superávit, Wagner limitou-¬se a responder que haverá um posicionamento até sexta-¬feira.
  • O Ministério da Fazenda trabalha em uma proposta de acerto de contas entre a União e o BNDES para quitar o estoque de R$ 24,5 bilhões das "pedaladas fiscais" e regularizar essas contas, uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU). Há resistência na equipe econômica em fazer só o pagamento dos subsídios atrasados porque isso significaria, na prática, uma transferência de recursos para o BNDES e a elevação da capacidade de empréstimo da instituição. O governo também quer garantir que não haja impacto na dívida bruta da União, principal indicador de solvência do país e que já estava em 65,3% do PIB em agosto.
  • A maxidesvalorização do câmbio e a recessão mudaram radicalmente o mercado de aço. Pela primeira vez, a produção destinada ao exterior superou as vendas no mercado interno. As usinas venderam 1,48 milhão de toneladas ao mercado doméstico em setembro, queda de 20,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 1,59 milhão no mercado externo, avanço de 31,6%. As importações de aço caíram 40,3%, para 224,3 mil toneladas. Com esse desempenho, o consumo aparente do país no mês¬ vendas internas mais importações, subtraídas exportações ¬ foi de 1,7 milhão de toneladas, redução de 24,1%.
  • O Banco Central (BC) vai reavaliar, na reunião que começa hoje, sua estratégia de política monetária. A ideia é definir um novo "forward guidance", sinalizando como pretende guiar decisões futuras para a taxa básica de juros (Selic). A estratégia atual, que segue válida até sinal em contrário e inclui a manutenção da Selic em 14,25% ao ano por um bom tempo, contempla a convergência da inflação ao centro da meta (4,5%) ao fim de 2016. Pela orientação vigente, o BC prometia subir os juros se as suas projeções de inflação se desviassem significativamente do objetivo, o que ocorreu recentemente. No Relatório de Inflação de setembro, devido à alta do dólar e à deterioração das expectativas de mercado provocadas pelas incertezas sobre a política fiscal, o BC projetou o IPCA em 5,7% no ano que vem, um forte desvio em relação a 4,5%. O Copom decidiu, porém, não agir de imediato, argumentando que é necessário esperar para avaliar o quanto da piora recente do cenário seria permanente. Hoje, o BC já tem uma ideia mais clara sobre o patamar da taxa de câmbio que deve se manter e está estimando o quanto da solução do governo para o problema fiscal baterá no IPCA.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.101,00

-0,09%

S&P 500 Index

2.024,00

-0,17%

Nasdaq Composite Index

4.451,25

-0,07%

Ibovespa

47.031,59

-0,88%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.207,15

0,42%

China: Shanghai

3.587,54

1,14%

Hong Kong: Hang Seng

22.989,22

-0,37%

Alemanha: DAX

10.134,01

-0,30%

França: CAC 40

4.662,67

-0,88%

Londres: FTSE

6.337,73

-0,23%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$$46,42

0,30%

Ouro ($/oz)

$1.172,00

-0,07%