Bolsa

Comentários sobre o Mercado

01/10/2015

  • Os primeiros sinais de que a desaceleração do setor industrial chinês atingiu seu ponto mais crítico ajudaram as ações a participar do movimento de alta da quarta-feira, no momento em que os índices dos Estados Unidos e da Europa fecharam de forma positiva seu pior trimestre em quatro anos.
  • As ações europeias perderam grande parte dos seus ganhos anteriores quando a negociante e produtora de commodities Glencore PLC sofreu novas quedas, após ter registrado forte valorização no começo do pregão. As ações da Glencore caíram 2,8%.
  • Nos Estados Unidos, os índices futuros permaneceram ligeiramente em alta após os dados sobre emprego terem permanecido consistentes com uma melhora no mercado de trabalho. Os pedidos de auxílio desemprego, que funcionam como um indicador para as demissões, subiram 10.000 para 277.000 na semana que terminou em 26 de setembro, afirmou o Departamento de Trabalho. Os economistas esperavam 271.000 novos pedidos.
  • Os investidores estavam aguardando o relatório de empregos nos Estados Unidos, que será publicado na sexta-feira, o qual está sendo aguardado pelas autoridades do Fed enquanto decidem quando aumentar as taxas de juros de curto prazo. A decisão do Fed de manter as taxas de juros próximas a zero em setembro alimentaram as preocupações de desaceleração do crescimento global.
  • A Metalúrgica Gerdau estuda aumentar o capital em R$ 1,5 bilhão para pagar dívidas, a maior parte com o banco BTG Pactual. A operação é necessária por causa do grande endividamento da companhia comparado a seu valor de mercado, de cerca de R$ 1,2 bilhão. A família controladora deve acompanhar o aumento de capital para não ter sua fatia diluída, o que deve responder por 65% da oferta. O negócio deverá ser coordenado pelo próprio BTG Pactual, que deve ficar com parte dos recursos.
  • As ações preferenciais (PN) da Petrobras fecharam em alta de 9,86% nesta quarta-feira, cotadas a R$ 7,24, e as ordinárias subiram 8,79%, para R$ 8,54, impulsionadas por um inesperado aumento de combustível anunciado na noite de ontem. Na bolsa de Nova York, os recibos de ações (ADRs) da estatal lastreados nos papéis ON ganharam 11,83% no pregão regular, a US$ 4,35, mas operavam há pouco em queda de 1,84% nas negociações após o fechamento do mercado. Já os ADRs PN subiram 12,88% nesta quarta-feira, fechando a US$ 3,68. A petroleira divulgou na terça-feira um reajuste de 6% para a gasolina e de 4% para o diesel nas refinarias, válido a partir de hoje.
  • A presidente Dilma Rousseff tenta nesta tarde concluir a reforma ministerial, que pretende anunciar na quinta-feira. Na sexta-feira, ela viaja para Barreiras, na Bahia, com o ministro Jaques Wagner, que será confirmado na Casa Civil. No fim da tarde, Dilma recebeu no Palácio do Planalto o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e comunicou sua demissão.
  • A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as companhias TAM, Gol, Azul e Avianca, já enfrenta oposição às sugestões de ajuda ao setor que divulgou ontem antes mesmo de levar a lista de pedidos ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa) divulgou carta aberta nesta quarta-feira em que os operadores privados dos aeroportos discordam da posição das companhias aéreas no propósito de solicitar ao governo o corte de custos com tarifas aeroportuárias.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.203,00

0,19%

S&P 500 Index

1.911,00

0,12%

Nasdaq Composite Index

4.167,75

0,11%

Ibovespa

45.103,88

0,10%

Índices Globais

Japão: Nikkei

17.722,42

1,92%

China: Shanghai

3.197,37

0,00%

Hong Kong: Hang Seng

20.846,30

0,00%

Alemanha: DAX

9.599,45

-0,63%

França: CAC 40

4.465,41

0,23%

Londres: FTSE

6.108,12

0,77%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$46,25

2,57%

Ouro ($/oz)

$1.115,80

0,05%