Bolsa

Comentários sobre o Mercado

29/09/2015

  • Os índices futuros norte-americanos sinalizam uma abertura positiva para Wall Street na terça-feira, com recuperação tímida das commodities.
  • Os sinais de fraqueza na China - a segunda maior economia do mundo - afetaram os preços de commodities como cobre e minério de ferro este ano e, consequentemente, empresas nos setores de metais e mineração.
  • O esforço para evitar que os "efeitos da crise mundial" afetassem o Brasil chegou ao limite, tanto por "razões fiscais internas" como por motivos externos, disse ontem a presidente Dilma Rousseff. Nesse cenário mais adverso, o governo adotou medidas para reequilibrar o orçamento, assumindo "uma forte redução de despesas, do gasto de custeio e até de parte do investimento", afirmou Dilma, que buscou caracterizar as dificuldades atuais como passageiras ao discursar na abertura da 70ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
  • Na contramão da crise, a Embraer registra em 2015 os melhores resultados de vendas de jatos comerciais dos últimos três anos. De janeiro a setembro deste ano, segundo o presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva, o número de pedidos firmes anunciados pela empresa para os E-Jets (jatos E1 e E2, de 70 a 130 assentos) somam 165 unidades, ante as 130 unidades fechadas no mesmo período do ano passado. Em 2014, as vendas totais de E-Jets somaram 137 unidades.
  • A diretoria da Vale propôs o pagamento de US$ 500 milhões em dividendos aos acionistas, representando metade do valor anunciado em 30 de janeiro. Segundo a mineradora, o montante menor reflete o cenário "mais incerto para os preços de commodities minerais e o foco da companhia na preservação de seu balanço". A expectativa é que a proposta seja bem recebida pelo mercado. A Vale já distribuiu a primeira parcela de US$ 1 bilhão em dividendos aos acionistas em 30 de abril. Se o montante da segunda parcela for aprovado pelo conselho, a Vale vai distribuir US$ 1,5 bilhão aos acionistas em 2015, abaixo dos US$ 2 bilhões previstos anteriormente.
  • A bolsa brasileira chegou nesta segunda-feira ao seu menor patamar em mais de seis anos, sentindo a combinação do mau humor externo com a preocupação doméstica sobre o risco de rebaixamento da nota soberana por mais uma agência classificação de risco, além das incertezas do cenário político. O Ibovespa acompanhou a forte baixa dos índices acionários em Wall Street e registrou seu sétimo pregão seguido no vermelho, pressionado por Vale e Petrobras.
  • A inadimplência das empresas cresceu 16,1% em agosto sobre o mesmo período do ano passado, mas na comparação com julho houve queda de 5,7% de acordo com a Serasa Experian. No acumulado do ano, há aumento de 13,3%. A recessão econômica e o aumento das taxas de juros e do dólar têm prejudicado a geração de caixa e a capacidade de pagamento das empresas, diz a Serasa.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

15.979,00

0,44%

S&P 500 Index

1.882,50

0,56%

Nasdaq Composite Index

4.117,25

0,55%

Ibovespa

44.393,47

0,99%

Índices Globais

Japão: Nikkei

16.930,84

-4,05%

China: Shanghai

3.182,06

-2,02%

Hong Kong: Hang Seng

20.556,60

-2,97%

Alemanha: DAX

9.497,10

0,14%

França: CAC 40

4.368,19

0,26%

Londres: FTSE

5.943,97

-0,23%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$45,21

1,76%

Ouro ($/oz)

$1.130,20

-0,13%