Bolsa

Comentários sobre o Mercado

23/09/2015

  • As bolsas de valores internacionais deram sinais de estabilidade na quarta-feira, apesar das evidências recentes de desaceleração da economia chinesa
  • A maioria dos mercados asiáticos apresentou queda após um indicador de atividade industrial na China ter atingido o ponto mais baixo em seis anos, alimentando a preocupação com a desaceleração da segunda maior economia do mundo.
  • A preocupação com o crescimento econômico da China continuou a influenciar fortemente as decisões dos investidores. Além dessa questão, há também incerteza relacionada a quando o Fed deverá aumentar a taxa de juros nos EUA, o que causou muita instabilidade nos mercados nos últimos dias.
  • Preocupada com a disparada do dólar, que ontem atingiu sua maior cotação desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, a presidente Dilma Rousseff decidiu articular pessoalmente a manutenção da sessão conjunta do Congresso Nacional agendada para apreciar os vetos às medidas que aumentam os gastos públicos em R$ 127,8 bilhões e inviabilizam o ajuste fiscal. Aconselhada a não agir dessa forma, a presidente optou por correr riscos: ontem, ela telefonou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB¬RJ), seu desafeto, e pediu que a sessão fosse mantida. Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB¬AL), fizeram apelos à responsabilidade fiscal. O presidente da Câmara disse que derrubar os vetos seria colocar "lenha na fogueira" da crise. Renan recomendou "não permitir a desarrumação fiscal". A sessão de apreciação dos vetos começou às 20h45 e não havia terminado até o fechamento desta edição. Durante o dia, parlamentares ligados ao governo tentaram convencer seus colegas a não derrubar os vetos. A bancada do PT fechou questão em favor da manutenção dos atos da presidente. Um levantamento informal projetou vitória apertada do Palácio do Planalto na Câmara, devido a prováveis defecções de deputados governistas. No Senado, Renan assegurou maioria para manter os vetos.
  • A disparada do dólar, que superou ontem a barreira dos R$ 4, fez o endividamento da Petrobras explodir. A variação de 28% da moeda estrangeira sobre o real no acumulado do terceiro trimestre até a última segunda-feira aumentou em cerca de R$ 70 bilhões a dívida da petroleira no período.
  • Sem a recriação da CPMF no Brasil, o "cenário fica muito ruim", avalia Mauro Leos, responsável pela classificação da América Latina na agência de Moody‘s. No curto prazo, afirma, a principal questão é o Orçamento do ano que vem. O analista notou que uma aprovação do imposto do cheque seria fundamental para evitar o terceiro ano consecutivo de déficit primário. "É difícil ver o Orçamento sem CPMF. Pode não ser a solução mais eficiente, mas parece ser a única solução", disse. "
  • A Petrobras está em negociação final com a Mitsui Gás e Energia do Brasil para a venda de 49% da holding que consolidará as participações da petroleira nas distribuidoras estaduais de gás natural, informou a estatal nesta terça-feira. A operação, realizada por meio de processo competitivo, faz parte do programa de desinvestimentos previsto no plano de negócios e gestão de 2015 a 2019. Conforme comunicado entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a conclusão dessa transação está sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela diretoria executiva e pelo conselho de administração da Petrobras assim como dos órgãos reguladores competentes.
  • A escalada do dólar já se reflete nas despesas dos brasileiros no exterior. Em agosto, os brasileiros gastaram em viagens internacionais um total de US$ 1,263 bilhão, queda de 46% sobre agosto de 2014. Já os viajantes estrangeiros deixaram no país US$ 436 milhões, queda de 11,5% no comparativo anual. Com isso, a rubrica de viagens internacionais nas contas externas nacionais ficou negativa em US$ 827 milhões no mês passado, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC).
  • O número de empresas com dívidas em atraso aumentou 9,9% em agosto sobre o mesmo período do ano passado, maior variação anual desde julho de 2014, de acordo com o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com julho, a alta foi de 0,56%. O número de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas cresceu 1,04% ante julho e subiu 10,49% em relação a agosto de 2014. A dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia reflete a recessão econômica, com queda da produção industrial, inflação e juros altos.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.213,00

-0,10%

S&P 500 Index

1.928,25

-0,19%

Nasdaq Composite Index

4.264,00

-0,08%

Ibovespa

46.327,27

0,14%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.070,21

0,00%

China: Shanghai

3.263,71

-2,19%

Hong Kong: Hang Seng

21.302,91

-2,26%

Alemanha: DAX

9.665,01

0,99%

França: CAC 40

4.462,25

0,76%

Londres: FTSE

6.060,04

2,09%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$46,33

1,09%

Ouro ($/oz)

$1.130,80

0,53%