Bolsa

Comentários sobre o Mercado

14/09/2015

  • O banco central dos Estados Unidos se reunirá na quarta-feira e quinta-feira em meio ao debate contínuo sobre a oportunidade do primeiro aumento da taxa de juros em quase uma década.
  • A DuPont enfrentará o primeiro julgamento quanto aos litígios de residentes perto de uma de suas fábricas em West Virginia, que acusaram a empresa de deixá-los doentes emitindo um produto tóxico que sofreu vazamento para sua água potável.
  • O Deutsche Bank está se preparando para fechar todas suas operações russas, exceto pelos serviços de transações bancárias, informou uma fonte financeira à Reuters. Era muito provável que o grupo fechasse 90% das suas atividades russas, deixando apenas as operações relacionadas com sua divisão de Global Transaction Banking, disse a fonte que exigiu anonimato.
  • O governo federal deverá comprometer quase R$ 200 bilhões do orçamento de 2016 para cobrir o rombo da Previdência Social e garantir o pagamento de aposentadorias e pensões dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos federais. Para este ano, a estimativa é de rombo para os dois regimes de aposentadoria é de R$ 157,3 bilhões. Em 2014, correspondia a R$ 120,1 bilhões. O elevado déficit preocupa a equipe econômica que precisa fazer cortes nas despesas para melhorar o resultado primário e não tem muito espaço para isso. No curto prazo, essas contas da previdência sofrem com a recessão econômica e o aumento do desemprego.
  • Para ampliar o corte nas despesas discricionárias previstas na proposta orçamentária de 2016, a presidente Dilma Rousseff terá que aceitar reduzir as dotações para três programas que lhe são muito caros: o Minha Casa Minha Vida (MCMV), o Bolsa Família e a transposição do rio São Francisco. Segundo fontes do governo, esses foram os programas que tiveram ampliação de despesas em relação ao autorizado para 2015, junto com uma reserva alocada para aumentar os auxílios alimentação e transporte dos servidores públicos, como parte da negociação em torno do reajuste salarial para os próximos dois anos. Mesmo que a presidente aceite cortar todo o acréscimo feito nessas áreas, o governo só conseguiria reduzir cerca de R$ 11,5 bilhões, advertem os técnicos ¬ o que representa menos de 18% do que o governo precisa para cumprir a meta de superávit primário de R$ 43,8 bilhões ou 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público em 2016.
  • O advogado¬-geral da União, Luís Inácio Adams, entregou nesta sexta-feira ao Tribunal de Contas da União (TCU) novas explicações sobre as contas do governo de 2014. A documentação foi levada pessoalmente ao ministro Augusto Nardes, relator do processo de contas do governo no tribunal, após questionamentos adicionais. A defesa diz respeito à edição de decretos abrindo créditos suplementares ao orçamento de 2014, sem aprovação do Congresso. O TCU apontou que esses créditos eram incompatíveis com a meta de resultado primário vigente à época. Na nova defesa, a AGU argumenta que a abertura de créditos suplementares foi feita dentro dos limites de movimentação financeira de cada órgão e de acordo com o previsto em avaliação bimestral de receitas e despesas elaborada pelo Executivo.
  • A agência de classificação de risco Standard & Poor‘s rebaixou, nesta sexta-feira, os ratings de crédito de quatro Estados brasileiros e da cidade do Rio de Janeiro, seguindo a rodada de revisões iniciada na quarta-feira com a nota brasileira. Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, assim como o Brasil, perderam o grau de investimento ao terem a nota de crédito em moeda estrangeira cortada de BBB¬ para BB+. O Estado do Rio de Janeiro teve o rating revisado de BB+ para BB enquanto a nota da cidade do Rio de Janeiro foi cortada de BBB/A¬2 para BBB¬/A¬3. No comunicado, a S&P cita como justificativa para o rebaixamento dos Estados os mesmos fatores que levaram à retirada do grau de investimento do país.
  • O grupo Trend, maior consolidador de diárias de hotéis do país no segmento corporativo, e a Central de Negócios Turísticos (CNT) lançaram ontem uma nova empresa, a TC World, para atuar na comercialização de passagens aéreas. Cada companhia terá 50% da nova sociedade. As empresas consolidadoras atuam no setor de turismo como atacadistas, comprando grandes volumes de passagens aéreas, diárias de hotéis e de locadoras de veículos, para revenda às agências de viagens, do varejo.
  • A operadora de turismo CVC informou que não tem intenção de realizar qualquer tipo de operação societária com a Smiles, empresa de programas de fidelidade por coalizão controlada pela Gol, neste momento, apesar de avaliar constantemente oportunidades de negócio. A companhia divulgou fato relevante comentando notícias em relação a uma eventual transação com a Smiles. Reportagens publicadas nesta semana informavam que a empresa de fidelidade estaria negociando a compra da CVC, o que já foi negado pela Smiles.
  • As perspectivas para a produção global de biocombustíveis foram revisadas para cima em razão de mais produção no Brasil, destaca a Agencia Internacional de Energia (AIE) em relatório mensal publicado hoje. A estimativa agora é de que a produção global terá aumento equivalente a 70 mil barris por dia em 2015, dos quais o Brasil será responsável com 50 mil barris/dia. Para 2016, a expectativa é de produção adicional equivalente a 114 mil barris/dia, sendo 70 mil barris/dia vindos do Brasil. A produção global deve alcançar 2,4 milhões de barris/dia no ano que vem. A alta no Brasil, conforme a AIE, se explica pelo aumento da taxação sobre a gasolina.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.333,00

-0,02%

S&P 500 Index

1.952,00

0,09%

Nasdaq Composite Index

4.326,75

0,27%

Ibovespa

46.669,30

0,58%

Índices Globais

Japão: Nikkei

17.965,70

-1,63%

China: Shanghai

3.263,37

-2,65%

Hong Kong: Hang Seng

21.561,90

0,27%

Alemanha: DAX

10.113,49

-0,10%

França: CAC 40

4.536,16

-0,28%

Londres: FTSE

6.107,03

-0,18%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$44,38

-0,56%

Ouro ($/oz)

$1.104,40

0,10%