Bolsa

Comentários sobre o Mercado

11/09/2015

  • As ações ao redor do mundo registraram uma ligeira queda na manhã de sexta-feira, no que continua sendo um período turbulento para os mercados antes da decisão sobre as taxas de juros dos EUA na próxima semana que está sendo monitorada de perto. Os preços no atacado nos Estados Unidos oscilaram pouco em agosto, contidos por custos de combustível mais baixos que sinalizam que a inflação permanecerá fraca.
  • A GE concordou em vender seu negócio de GE Capital Transportation Finance para o BMO Financial Group do Banco de Montreal. Os termos não foram divulgados, mas o grupo BMO disse que o negócio compreendia ganhos de líquidos de ativos de US$8.7 bilhões em 30 de junho.
  • Ao rebaixar a nota de crédito soberana do Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor‘s fez uma avaliação política, de que o país poderia ter dificuldades objetivas de alcançar seu objetivo fiscal. A opinião é do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para o ministro, "uma das agências pode ter se precipitado", mas na medida em que o governo mostrar que o processo de consolidação fiscal vai ter conclusão em poucas semanas o "afã de mudar a nota do Brasil talvez arrefeça um pouco entre os agentes". Ele espera que a perda do grau de investimento gere um "estímulo adicional" para que o Brasil conclua o processo de reequilíbrio da economia, que, segundo ele, já está em andamento e que até o fim do mês deve ter estruturado os passos necessários para se entregar um superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.
  • A agência de classificação de risco Standard & Poor‘s realizou uma série de ações sobre os ratings de empresas brasileiras e emissores de infraestrutura, após a perda de grau de investimento do Brasil, ocorrida ontem. Foram rebaixadas 31 empresas, entre as quais Petrobras e Eletrobras. A S&P rebaixou a nota da Petrobras de "BBB¬" para "BB", um grau abaixo da nota soberana do Brasil, que foi cortada ontem para "BB+". A perspectiva da nota da Petrobras é negativa. Essa é a segunda agência de rating a tirar o grau de investimento da Petrobras. Em fevereiro, a Moody‘s já tinha rebaixado a nota da Petrobras. Também foi rebaixada a nota de longo prazo em moeda estrangeira da estatal Eletrobras, que passou de "BBB¬" para "BB+". Segundo a S&P, o rebaixamento dessas empresas está em linha com o critério utilizado pela agência para rebaixar notas de entidades relacionadas ao governo. O rating da Eletrobras foi rebaixado para o mesmo nível do soberano, devido à visão da agência de que é "quase certa" uma ajuda do governo à companhia se for necessário. No caso da Petrobras, o rating foi reduzido em dois degraus para ficar abaixo da nota em moeda local do Brasil, que é "BBB¬". A perspectiva dos ratings é negativa, refletindo a perspectiva da nota soberana brasileira. A nota da Samarco Mineração caiu de ‘BBB¬‘ para ‘BB+‘ na escala global, mas a perspectiva do rating é estável.
  • A demanda do consumidor por crédito caiu 1,8% em agosto, na comparação com o mês anterior. Os dados são da empresa de consultoria Serasa Experian e mostram que também houve recuo em relação ao mesmo mês do ano passado, de 1,4%. No acumulado do ano, no entanto, o indicador cresceu 4,2% no comparativo com igual período de 2014. Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, a queda mensal reflete a crise econômica, em um cenário de altas taxas de juros e de baixo patamar no nível de confiança dos consumidores. Em agosto, a demanda diminuiu em todas as faixas de renda.
  • Os preços dos alimentos desaceleraram em agosto, em especial o dos itens in natura, mas eles poderiam ter recuado mais não fosse a desvalorização do real, na avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBG E). O grupo alimentação e bebidas, que responde por 25% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu 0,01%. Um ano antes, teve queda de 0,15%. Aliás agosto marcou o terceiro mês seguido em que a taxa do IPCA superou a do mesmo mês do ano anterior. Em julho, houve alta de 0,65%. Tradicionalmente, a inflação esfria no meio do ano. Em 2015, porém, a alta do dólar impediu que os preços caíssem entre junho e agosto.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.139,00

-1,02%

S&P 500 Index

1.931,00

-0,95%

Nasdaq Composite Index

4.259,25

-0,83%

Ibovespa

46.264,85

-0,51%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.264,22

-0,19%

China: Shanghai

3.352,36

0,06%

Hong Kong: Hang Seng

21.504,37

-0,27%

Alemanha: DAX

10.122,08

-0,87%

França: CAC 40

4.554,50

-0,91%

Londres: FTSE

6.124,54

-0,51%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$44,59

-2,90%

Ouro ($/oz)

$1.104,80

-0,41%