Bolsa

Comentários sobre o Mercado

08/09/2015

  • A volatilidade nos mercados de ações da China nos últimos meses tem sido um tema chave para os mercados globais à medida que os investidores avaliam a magnitude de uma desaceleração na segunda maior economia do mundo.
  • Espera-se que o foco continue sobre a perspectiva de um aumento da taxa de juros nos EUA depois que os principais dados de emprego da sexta-feira foram vistos por muitos analistas como fortes o suficiente para estimular uma ação por parte do FED que realizará sua reunião na próxima semana.
  • A super-oferta de novos edifícios corporativos, aliada à crise econômica brasileira, que pôs freio no crescimento das empresas, criou condição para que as companhias hoje paguem menos por escritórios mais modernos e eficientes. A "dança das cadeiras" das empresas começou ainda em 2014 e, no que depender de administradoras de ativos imobiliários, que não querem ver prédios novinhos em folha às moscas, a troca de escritórios antigos por espaços modernos deve se intensificar nos próximos meses e em 2016. São muitos os casos de empresas que já aproveitaram os aluguéis mais camaradas - desde 2012, os preços caíram 22% - para buscar escritórios de melhor qualidade.
  • Enquanto segue a disputa interna no governo entre os que querem ajustar as contas via cortes de gastos e os que preferem criação de impostos, a equipe econômica estuda formas de arrecadar mais recursos para os cofres públicos sem precisar para isso do aval do Congresso Nacional. Uma das ideias é a "venda" de parte da Dívida Ativa da União que pode render R$ 40 bilhões. Ao mesmo tempo, o relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PPPR), prepara um conjunto de medidas para reduzir as despesas, o que deve ser apresentado na quarta-feira. Barros ainda não concluiu os estudos, mas estão na mira até programas sociais como a previsão de gasto adicional de R$ 1 bilhão no Bolsa Família em 2016.
  • A fusão das operações do Itaú Chile com o CorpBanca foi aprovada na última sexta-feira (4) pela autoridade regulatória competente no Chile, a Superintendência de Bancos e Instituições Financeiras (SBIF), informou no sábado o Itaú Unibanco em comunicado ao mercado. Segundo o comunicado, com o aval da SBIF, após as aprovações regulatórias obtidas no Brasil, na Colômbia e no Panamá, "a fusão foi autorizada por todas as autoridades competentes". A operação será realizada por meio da incorporação do Banco Itaú Chile pelo CorpBanca. Com isso, a participação do Itaú no capital social da instituição resultante da fusão será de 33,58%. O banco resultante da operação será controlado pelo Itaú Unibanco e será denominado Itaú CorpBanca.
  • A Toshiba informou que inflou seus lucros em quase US$ 2 bilhões por mais de sete anos, ao avaliar as consequências de um escândalo contábil que enxugou em mais de um terço o valor das ações da companhia. Os investidores disseram que a empresa precisa fazer mais para acalmar as preocupações sobre seus negócios nucleares e de semicondutores, fontes de grandes baixas contábeis. O presidente Masashi Muromachi disse que a empresa poderia rever as metas que estabeleceu para setores como saúde, enquanto tem procurado restaurar a confiança depois de revelar o que ficou conhecido como o maior escândalo contábil do Japão.
  • Não estava exatamente nos planos, mas o Brasil Plural tem se especializado em assessorar fundos de previdência a aprimorar o acompanhamento de seus investimentos. A atividade está sob o comando do sócio Humberto Tupinambá, responsável pela área de crédito e recuperação de crédito do banco. Hoje estão sob acompanhamento e cobrança do Plural cerca de R$ 2 bilhões em créditos de oito fundações de previdência. A expectativa da área é chegar a R$ 3 bilhões até o fim do ano. A equipe deverá aumentar de 5 para 20 pessoas.
  • Diante da dificuldade de fechar as contas de 2016 sem a recriação da CPMF, a área econômica do governo já admite a possibilidade de recorrer à elevação das alíquotas de tributos que não precisam de aprovação do Congresso para tentar reduzir o rombo no Orçamento da União. Estão nessa lista a Cide, incidente sobre combustíveis o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o sobre Operações Financeiras (IOF). Esses tributos dependem apenas da "caneta" do Executivo e são usados como instrumento regulatório de política econômica para enfrentar determinadas situações conjunturais da economia. Nenhum aumento precisaria de aprovação de deputados e senadores - basta um decreto presidencial para a entrada em vigor. Há consenso no governo sobre a necessidade de elevação da carga tributária. Caberá à presidente Dilma Rousseff decidir sobre o tributo com menor efeito colateral na economia ou um "mix" de alta das alíquotas de todos eles.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.385,00

1,65%

S&P 500 Index

1.954,75

1,72%

Nasdaq Composite Index

4.262,75

1,64%

Ibovespa

47.001,29

1,08%

Índices Globais

Japão: Nikkei

17.427,08

-2,43%

China: Shanghai

3.321,43

2,91%

Hong Kong: Hang Seng

21.259,04

3,28%

Alemanha: DAX

10.333,28

2,22%

França: CAC 40

4.632,32

1,82%

Londres: FTSE

6.170,60

1,58%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$45,19

-1,87%

Ouro ($/oz)

$1.122,20

0,07%