Bolsa

Comentários sobre o Mercado

03/09/2015

  • Na quinta-feira, os índices de futuros das bolsas dos EUA abriram em alta, evoluindo em relação à alta da quarta-feira que registrou um ganho nas principais médias de mais de 1,5% no fechamento após uma semana tumultuada de negociações até agora.
  • Na Europa, as ações subiram à medida que os investidores digeriam a decisão do Banco Central Europeu de manter inalteradas as taxas de juros.
  • A Medtronic reportou um aumento de 47% no lucro líquido ajustado do trimestre.
  • Na terça-feira, em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, insistiu que é preciso trabalhar para alcançar a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, "que já é reduzida". Ninguém entendeu nada. Naquele momento, os parlamentares tinham em mãos a mensagem da presidente Dilma Rousseff, que acompanha a proposta orçamentária do próximo ano, dizendo outra coisa. Na mensagem, Dilma informa ter encaminhado "um aviso ao Congresso Nacional solicitando que a meta fiscal seja de menos R$ 21,1 bilhões, possibilitando que o resultado primário chegue a ­ 0,34% do PIB estimado para o ano". Dilma dizia uma coisa e seu ministro da Fazenda outra. Até a semana passada, Levy lutou o quanto pode para que o governo cortasse despesas para obter a meta de superávit primário de 0,7% do PIB em 2016. Não conseguiu. Dilma preferiu ouvir os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para quem cortes adicionais nos gastos iriam aprofundar a recessão econômica, o que reduziria ainda mais as receitas tributárias.
  • O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, reforçou hoje que espera para o fim do segundo trimestre de 2016 o início da reação das vendas do setor no país "de forma sustentável". De acordo com ele, a expectativa é baseada nas projeções de mercado, de queda bem menor do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem na comparação com 2015. Para Moan, apesar da queda de 8,9% no emplacamento de veículos no país em agosto ante julho, para 207,3 mil unidades, em função dos dois dias úteis a menos no mês, o "que vale" é que a média diária permaneceu em torno de 10 mil automóveis e comerciais leves. Os dados são Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo ele, os estoques das montadoras e concessionárias correspondem a 42 dias de vendas, mas já apresentam redução.
  • Se depender do consumidor, a recuperação do varejo ainda vai demorar. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) mostra que o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de São Paulo caiu pelo décimo mês consecutivo. Em agosto, a retração foi de 7,4% em relação a julho. O indicador atingiu 70 pontos, o mais baixo nível da série histórica, iniciada em agosto de 2009.
  • O Brasil deverá se comprometer com meta global para aumentar em 15% o emprego para jovens até 2025 nos países do G­20, grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes. A meta está sendo debatida pelos ministros do Trabalho do G­20 e poderá ser um dos resultados do encontro que realizam em Ancara. O tema é fonte de preocupação, já que os jovens estão entre os mais vulneráveis no mercado de trabalho. Segundo o ministro brasileiro do Trabalho, Manoel Dias, o governo continuará elaborando programas para reduzir a taxa de desemprego entre os jovens, que chega a 12% no país, bem mais alta do que a taxa geral.
  • O fluxo de capital externo em agosto na Bovespa fechou negativo em R$ 3,314 bilhões. Trata-se da maior retirada mensal desde junho de 2013, quando foram sacados R$ 4,073 bilhões. No ano, entretanto, o fluxo ainda é positivo em R$ 17,657 bilhões. No mês, houve ingressos de R$ 75,095 bilhões e retiradas de R$ 78,409 bilhões. No último pregão do mês, saíram R$ 92,421 milhões da Bovespa. O estrangeiro iniciou um movimento de retirada de recursos da Bovespa no mês passado. Julho foi o primeiro mês do ano com fluxo negativo, de R$ 567,860 milhões. Até então, o último fluxo negativo havia sido registrado em dezembro do ano passado, e foi de R$ 2,222 bilhões.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.407,00

0,47%

S&P 500 Index

1.954,25

0,37%

Nasdaq Composite Index

4.269,75

0,23%

Ibovespa

47.310,79

1,82%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.182,39

0,48%

China: Shanghai

3.311,43

0,00%

Hong Kong: Hang Seng

20.934,94

0,00%

Alemanha: DAX

10.278,21

2,29%

França: CAC 40

4.639,16

1,85%

Londres: FTSE

6.179,14

1,58%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$46,36

0,24%

Ouro ($/oz)

$1.122,80

-0,95%