Bolsa

Comentários sobre o Mercado

02/09/2015

  • Os mercados financeiros vêm passando por momentos de altos e baixos desde que a China decidiu desvalorizar o Yuan em meados de agosto. Os índices de ações e as commodities ao redor do mundo sofreram algumas de suas piores quedas em anos no mês passado e setembro ofereceu pouco alívio.
  • Na terça-feira, dados fracos de manufatura na China mais uma vez causaram uma venda generalizada devido às preocupações sobre os efeitos da desaceleração do crescimento na segunda maior economia do mundo.
  • Presidente da maior empreiteira do Brasil, Marcelo Odebrecht comparou o instrumento jurídico da delação premiada com o ato de "dedurar" durante depoimento na CPI da Petrobras na manhã de ontem. A postura de Marcelo indica que ele não deve fechar um acordo de delação. "Desde criança, quando lá em casa minhas meninas tinham uma discussão, uma briga, e uma delas falava: ‘olha, quem fez isso...‘, eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que com aquela que fez o ato", disse Marcelo ao ser questionado sobre se pensava em fazer um acordo com a Justiça para contar o que sabe sobre o esquema de corrupção na Petrobras. "Para dedurar, precisa ter o que dedurar", acrescentou. Marcelo Odebrecht é pai de três filhas. O empresário foi preso pela Operação Lava¬Jato no dia 19 de junho e, posteriormente, passou a responder processo por corrupção e lavagem de dinheiro. Os procuradores viram indícios de irregularidades em contratos da Petrobras, como as obras de Abreu e Lima (PE) e Comperj (RJ), e na construção de um prédio da estatal (ES). Também acusaram Marcelo e a cúpula da Odebrecht por irregularidades no fornecimento de nafta da Petrobras para a Braskem (controlada pela Odebrecht).
  • Um dia depois de o governo anunciar que pedirá ao Congresso para fixar o resultado das contas públicas em 2016 num déficit de 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mudou o discurso. Em audiência na Câmara, o ministro insistiu que o governo trabalha para cumprir a meta anterior, que era um superávit de 0,7% do PIB.
  • Com 207,3 mil unidades emplacadas, uma queda de 23,9% na comparação com o mesmo período de 2014, as vendas de veículos novos no Brasil terminaram o mês passado registrando o pior agosto em nove anos, o que agravou ainda mais o rombo provocado pela grave crise enfrentada pelas montadoras. O resultado eleva de 21% para 21,4% a queda no consumo de veículos acumulada desde o início do ano, em conta que inclui carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Assim como já tinha acontecido em junho e julho, o ritmo diário do mercado continuou estacionado abaixo da marca de 10 mil carros. Na média, as concessionárias venderam 9,5 mil automóveis e comerciais leves, como picapes, a cada dia que abriram as portas, o mesmo giro do mês anterior. Mas como agosto foi um mês mais curto para as revendas, com dois dias úteis a menos, o mês passado ficou 8,9% abaixo das vendas de julho.
  • As importações brasileiras atingiram a menor média diária em 67 meses e demonstram como o agravamento da crise econômica tem sido providencial na recuperação da balança comercial brasileira. Foram US$ 609,3 milhões de compras externas por dia útil no mês passado - o valor mais baixo não só dos quatro anos e oito meses de governo da presidente Dilma Rousseff, mas desde janeiro de 2010. Conforme dados divulgados neste início de tarde pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as importações em agosto caíram 13,2% na comparação com julho deste ano e 33,7% em relação a igual período do ano passado. O maior recuo foi na conta-petróleo, que abrange as compras de combustíveis e lubrificantes, graças em boa parte ao tombo dos preços internacionais do petróleo. A redução, no entanto, sofre também o reflexo do nível de atividade mais fraco. Houve diminuição das importações de matérias-primas e intermediários (¬32,8%), bens de consumo (¬21,9%) e bens de capital (¬21,5%).
  • Metrô de SP vai vender R$ 150 milhões em ações de elétricas na bolsa O Metrô de São Paulo venderá cerca de R$ 150 milhões em ações de diversas empresas de energia durante leilão na Bovespa no fim da tarde desta terça-feira. A informação consta de edital divulgado hoje pela bolsa. Conforme o edital, as ações pertencem à Companhia do Metropolitano de São Paulo e sua venda foi autorizada conforme a Lei das S/A (6.404/76) e atende às exigências das instruções CVM 286 e 318. O leilão ocorrerá a partir das 16h55, durante o call de fechamento do mercado. Será permitida interferência de compradores e vendedores no leilão. As ações a serem vendidas e os preços mínimos são: Energias do Brasil ON ¬ 994.872 ações, ao preço de R$ 11,00 por ação, CPFL Energia ON ¬ 1.140.800 ações, a R$ 17,50 cada uma, Transmissão Paulista PN ¬ 147.300 ações, a R$ 37,00 cada uma, AES Tietê ON ¬ 5.294.506 ações, a R$ 15,75 por ação, Cesp ON ¬ 1.323.626 ações, a R$ 14,20 cada uma, Eletropaulo ON ¬ 1.403.328 ações, a R$ 13,00 cada uma.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.256,00

-2,29%

S&P 500 Index

1.936,00

-2,36%

Nasdaq Composite Index

4.205,00

-2,46%

Ibovespa

46.133,04

-2,01%

Índices Globais

Japão: Nikkei

18.095,40

-0,39%

China: Shanghai

3.311,43

-0,20%

Hong Kong: Hang Seng

20.934,94

-1,18%

Alemanha: DAX

10.086,16

0,70%

França: CAC 40

4.574,33

0,73%

Londres: FTSE

6.116,21

0,95%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$45,24

-0,37%

Ouro ($/oz)

$1.137,30

-0,22%