Bolsa

Comentários sobre o Mercado

25/08/2015

  • Os índices de futuros norte-americanos apontam para uma abertura com ligeira alta na terça-feira, recuperando-se da desvalorização nas ações globais na segunda-feira quando o caos nos mercados chineses e as preocupações com as taxas de juros dominaram os mercados.
  • A New York Stock Exchange evocou a regra 48 pelo segundo dia seguido, a medida visa minimizar a alta volatilidade apresentada no mercado de abertura.
  • A bolsa usou a regra antes da abertura do mercado na segunda-feira após os índices de futuros de diversas médias importantes terem atingido o limite mínimo. A última vez que a regra foi usada foi durante a crise financeira.
  • Os índices de futuros aumentaram seus ganhos após o Banco Central Chinês ter anunciado planos de cortar sua taxa de juros para 4,6% com o objetivo fornecer a liquidez de longo prazo e ajudar a sustentar a economia, segundo o Banco do Povo da China.
  • O governo nacional iniciou nesta segunda-feira uma reforma administrativa da máquina pública. As diretrizes que guiarão o programa foram apresentadas na reunião de coordenação política realizada na manhã desta segunda-feira, no Palácio do Planalto, e expostas à imprensa pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. "Estamos iniciando formalmente hoje um processo de reforma administrativa do governo federal. Ela já vinha sendo discutida na junta orçamentária e hoje apresentamos ao conselho político as diretrizes", disse Barbosa. Segundo ele, o assunto será discutido pelo governo até o final de setembro. De acordo com o ministro, são cinco diretrizes. A primeira é a de redução de dez ministérios, dos atuais 39, o que, segundo ele, levará em conta critérios "de gestão" e "também políticos, de sustentação da base". Além disso, as diretrizes envolvem a redução do número de secretarias dentro de cada pasta. Esses dois primeiros pontos, prosseguiu Barbosa, levam à terceira diretriz, que é a redução no número de cargos comissionados. Hoje, são 22 mil cargos comissionados, sendo que 74% são concursados. Os dois últimos pontos dizem respeito à continuação do programa de redução de gastos de custeio, o que pode passar, por exemplo, por uma integração nos convênios para transporte de funcionários de cada ministério, disse Barbosa.
  • Enquanto os mercados globais degringolavam no rastro da "segunda-feira negra" na China, o governo chinês sinalizou ontem ao governo brasileiro que seu Eximbank abrirá linha de crédito de US$ 10 bilhões com vistas a licitações no Brasil e na América Latina. Esse financiamento será para compra de produtos e serviços por companhias chinesas que ganharem licitações na América Latina. Considera-se que Pequim privilegiará o Brasil, até pelo tamanho dos negócios que poderão ser fechados no maior mercado da região. O sentimento dado por Pequim a autoridades em Brasília é de "business as usual" (os negócios continuam como de costume), indiferente aos sinais de pânico nos mercados sobre a situação da economia chinesa.
  • A Petrobras usou uma estratégia diferente na moção apresentada na sexta-feira à noite para pedir o indeferimento das acusações de 11 ações individuais ajuizadas contra a companhia nos Estados Unidos. Essas ações buscam ressarcimento de perdas com a desvalorização de recibos de ações negociados em Nova York (ADRs) e também com títulos da dívida. Diferentemente dos documentos apresentados pela estatal em sua defesa na ação coletiva, que corre paralelamente em Nova York, os advogados da Petrobras concentraram-se em aspectos jurídicos mais técnicos para tentar derrubar os processos individuais, e não no mérito das acusações de que teria desrespeitado as leis do mercado de capitais americano. Todas as 11 ações acusam a Petrobras de enganar os investidores e de fazer parte de um esquema de corrupção que inflou os preços de ADRs e títulos. Quando os esquemas foram revelados pela Operação Lava-Jato, os preços dos papéis despencaram, fazendo com que esses investidores sofressem perdas significativas.
  • Acompanhando o movimento de forte queda visto nos mercados globais, as ações da Vale operam em forte queda, atingindo os menores patamares em cerca de dez anos. Na tarde desta segunda-feira, as preferenciais classe A (PNA) da Vale tinham queda de 8,03%, a R$ 12,37, com mínima do dia de R$ 11,89. É o menor patamar desde setembro de 2005. A ação ordinária (ON) recua 8,14%, a R$ 15,33, com mínima de R$ 14,77, também menor preço desde setembro de 2005. Na bolsa de Nova York, os recibos de ações (ADRs) da Vale recuam 9,26%, a US$ 4,31, com mínima de US$ 4,13, menor preço histórico da ação.
  • A Mercedes-Benz informou nesta segunda-feira que está demitindo 1,5 mil trabalhadores da fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O número corresponde a cerca de 15% dos aproximadamente 10 mil empregados ocupados no local. Os funcionários começaram a receber na sexta-feira os telegramas com o aviso do encerramento de seus contratos, mas a demissão só será efetivada na terça-feira da semana que vem. Nesta segunda, o sindicato dos metalúrgicos da região deflagrou uma greve para pressionar a companhia a anular o corte. Em comunicado encaminhado à imprensa, a montadora afirma que a crise na indústria de veículos comerciais exige dos operários a disposição de aceitar "sacrifícios mútuos" para que os postos de trabalho sejam mantidos.
  • O governo suíço afirma que outras praças financeiras receberam valores potencialmente superiores aos que foram depositados nos bancos do país alpino em propinas relacionadas ao esquema de corrupção na Petrobrás. Em um encontro com jornalistas estrangeiros, o responsável pelo Departamento de Direitos Internacional da chancelaria suíça, Valentin Zellweger, também reconheceu que os próprios suíços precisam aprimorar seu sistema financeiro para lidar com dinheiro fruto de origem criminosa. "Sabemos que há mais dinheiro fora daqui", disse. Segundo ele, outras praças financeiras têm ainda mais dinheiro que a Suíça cuja origem seria o esquema na estatal brasileira.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

16.258,00

3,49%

S&P 500 Index

1.937,25

3,53%

Nasdaq Composite Index

4.156,25

3,82%

Ibovespa

45.135,65

1,80%

Índices Globais

Japão: Nikkei

17.806,70

-3,96%

China: Shanghai

3.106,33

-7,63%

Hong Kong: Hang Seng

21.404,96

0,72%

Alemanha: DAX

10.085,48

4,53%

França: CAC 40

4.575,76

4,39%

Londres: FTSE

6.063,84

2,80%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$39,53

3,37%

Ouro ($/oz)

$1.148,00

-0,49%