Bolsa

Comentários sobre o Mercado - 12/08/2015

  • A constante preocupação com o crescimento há meses foi trazido à tona nesta terça-feira, após a China desvalorizar sua moeda fortemente controlada, provocando a maior queda do Yuan em um mesmo dia em mais de 20 anos. Essa medida marcou a última rodada dos esforços do país para sustentar a economia em retração. Os últimos dados econômicos divulgados na quarta-feira também foram fracos. A retração da segunda maior economia ofusca a perspectiva das empresas multinacionais que vendem mercadorias para a China e pesa sobre o preço de suas ações.
  • A medida adotada pela China também pode complicar a decisão do Federal Reserve nos EUA sobre quando iniciar a alta das taxas de juros pela primeira vez em quase uma década.
  • A agência de risco Moody‘s anunciou nesta terça-feira o rebaixamento da classificação de risco soberana do Brasil de ‘Baa2‘ para ‘Baa3‘, a mais baixa dentro da escala de grau de investimento. A Moody‘s também alterou a perspectiva da nota de "negativa" para "estável". O mercado já aguardava a redução da nota brasileira, mas havia preocupação de que a agência mantivesse a perspectiva negativa, o que aumentaria o risco de o país perder o grau de investimento. Em relatório, a Moody‘s avaliou que o desempenho econômico mais fraco que o esperado, a tendência de alta das despesas do governo e a falta de consenso político sobre as reformas fiscais impedirão as autoridades de atingir superávits primários elevados o suficiente para conter e reverter a tendência de aumento da dívida neste ano e no próximo.
  • A turbulência política, o mercado ruim e algumas dúvidas sobre a modelagem das operações ameaçam jogar para o próximo ano os planos de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade e, talvez, do IRB Brasil Re, dizem fontes a par do assunto. Como as duas empresas têm participação estatal, o aumento da temperatura política nos últimos dias criou incertezas que podem dificultar o cronograma e o valor esperados para as operações, segundo esses interlocutores.
  • O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou ontem os banqueiros internacionais pela crise econômica que atingiu o Brasil. Lula disse que "tentam culpar" a presidente Dilma Rousseff pela crise, que nasceu nos Estados Unidos. A uma semana dos protestos, pediu que não julguem Dilma precipitadamente e que a democracia "não é um pacto de silêncio" ao abrir a "Marcha das Margaridas", evento ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Hoje Lula se reúne com o vice-presidente Michel Temer e lideranças do PMDB, aliado que o governo tenta preservar diante do agravamento da crise política.
  • O índice que mede o custo de vida da classe média, apurado e divulgado pelo Conselho Regional de Economia, acelerou para inflação de 0,86% em julho, ante 0,47% em junho. No ano, o indicador acumula uma alta de 5,9% nos sete primeiros meses deste ano, e de 8,27% nos últimos 12 meses, superando o teto superior da meta de inflação em 1,77 pontos percentuais. O grupo de despesas cujo preço mais cresceu em julho foi saúde, com 2,13% e já acumula uma alta de 5,97% nos sete primeiros meses de 2015, e de 9,45% nos últimos 12 meses. O segundo grupo a pressionar o ICVM foi habitação, que explica quase um terço do aumento observado no mês, e cresceu 0,92% no mês, 6,79% nos 7 primeiros meses e 8,35% nos últimos 12 meses. Os gastos com alimentação cresceram 0,73% em julho, 6,32% nos sete primeiros meses e 9,96% nos últimos 12 meses, explicando 14,1% do aumento do ICVM.
  • Pela quarta vez no ano, a Fiat vai dar férias coletivas para uma parte dos funcionários da fábrica em Betim (MG). A Iveco, fabricante de caminhões do grupo italiano, também está avaliando uma forma de se ajustar à baixa demanda. A empresa já afirmou aos funcionários que pretende suspender temporariamente o contrato de parte da mão de obra, solução conhecida como "layoff". No caso da Fiat, as férias vão durar 20 dias, a partir de 24 de agosto, e atingirão cerca de três mil funcionários das linhas de produção. No total, incluindo as áreas administrativas, 19 mil pessoas trabalham no local. A empresa já adotou férias coletivas em março, maio e julho. A medida, diz a empresa, é uma forma de se adaptar ao período de forte recuo nas vendas.
  • A comissão de deputados criada para investigar as operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em sua primeira reunião de trabalho nesta terça-feira, convite para ouvir o presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho. A reunião com o presidente do BNDES está prevista para dia 20 de agosto, pela manhã. Também foi aprovado o plano de trabalho do relator, deputado José Rocha (PRBA). Na última semana Coutinho antecipou-se a pedidos de convocação e convite para prestar depoimentos e encaminhou ofício colocando-se à disposição dos deputados.
  • O BC anuncia amanhã a falência formal do Banco Cruzeiro do Sul. O pedido foi feito por Eduardo Bianchini, liquidante do banco, no fim de julho. Interventor escolhido para tocar o processo Vânio Aguiar, o mesmo à frente da massa falida do Banco Santos e que se tornou inimigo mortal de Edemar Cid Ferreira, dono da instituição financeira. O Cruzeiro do Sul entrou em liquidação judicial em setembro de 2012 por decisão do BC. A Justiça chegou a manter os controladores presos por um mês. Números oficias mostram que o ativo total do banco soma R$ 4 bilhões e o passivo, R$ 8,2 bilhões. Resultado: o Patrimônio Líquido está negativo em R$ 4,2 bilhões.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.219,00

-0,78%

S&P 500 Index

2.064,25

-0,75%

Nasdaq Composite Index

4.480,50

-0,67%

Ibovespa

48.369,53

-1,43%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.392,77

-1,58%

China: Shanghai

4.071,61

-1,06%

Hong Kong: Hang Seng

23.916,02

-2,38%

Alemanha: DAX

11.023,55

-2,39%

França: CAC 40

4.970,96

-2,51%

Londres: FTSE

6.582,37

-1,23%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$43,72

1,49%

Ouro ($/oz)

$1.119,00

1,02%