Bolsa

Comentários sobre o Mercado

30/07/2015

  • O dólar permaneceu em alta nesta quinta-feira, com valorização de aproximadamente meio porcento em relação às outras principais moedas. O euro foi negociado a US$1,09 e o iene sofreu desvalorização em relação ao dólar, que foi negociado a 124,4 ienes.
  • A Procter & Gamble divulgou um lucro por ação ajustado de US$ 1 esse trimestre, 5 centavos de dólar acima das expectativas. A receita ficou um pouco abaixo do esperado e a companhia afirmou que o crescimento orgânico das vendas este ano fiscal deve cair ligeiramente e ficar um pouco abaixo de dez porcento.
  • A Time Warner Cable registrou um lucro por ação ajustado de US$ 1,54 esse trimestre, abaixo da estimativa do consenso de US$ 1,81, apesar de a receita ter ficado em linha com as expectativas.
  • O Facebook superou as estimativas em três centavos, com lucro por ação ajustado de US$ 0,50 e a receita também acima do consenso. Entretanto, os investidores ficaram decepcionados com o aumento de 82% nas despesas.
  • A Whole Foods registrou um lucro por ação de US$ 0,43 no trimestre, dois centavos de dólar abaixo das expectativas, sendo que a receita também não atingiu as expectativas e a empresa deu um guidance mais leve do que o esperado para o trimestre atual.
  • Estudo feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) levantou no balanço da União uma lista de 25 ativos relativos a participações do governo que poderiam ser vendidas. São 10 no setor financeiro, 11 no setor elétrico e 4 em outros setores. Calculou quanto a União poderia arrecadar, vendendo 100% das empresas do setor elétrico e mantendo uma participação que garantisse o controle no caso do setor financeiro. A estimativa é que o potencial de arrecadação com esses ativos pode alcançar até 4% do Produto Interno Bruto (PIB), o que poderia contribuir para reduzir a dívida bruta do país até o fim deste mandato. Seriam 2,5% do PIB com a venda de ativos do setor elétrico, 1,4% com as participações do setor financeiro e 0,1% com ativos de outros segmentos.
  • O Brasil e o Japão vão realizar em meados de setembro a consulta bilateral exigida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), envolvendo a denúncia japonesa contra o essencial da política comercial brasileira. Pelas regras da OMC, consultas num prazo de 60 dias visam uma última tentativa de solução para evitar o processo diante dos juízes da entidade. Depois disso, se não houver compromisso, o que parece ser o mais provável, Tóquio pode pedir o estabelecimento de painel (comitê de especialistas). A fixação da consulta para depois das férias de verão europeu dá fôlego ao Brasil para se concentrar na apresentação, até 1º de setembro, da primeira defesa no contencioso aberto pela União Europeia (UE) contra a sua política industrial, no maior litígio que o país enfrenta no sistema multilateral.
  • O desafio da Sete Brasil aumentou, por conta de exigências feitas pela diretoria da Petrobras na semana passada. No lugar de um novo sócio estratégico para capitalizar o negócio em cerca de US$ 700 milhões, a empresa terá agora de dividir esse tíquete entre possíveis três novos acionistas que atuem neste segmento. Essa é a consequência prática à recusa da diretoria da estatal de que os 15 navios sondas que serão de propriedade da Sete Brasil, após a reorganização das finanças do negócio, sejam operados por uma única companhia especializada. A Petrobras quer dividir os contratos entre três operadores. Por conta das novidades, o prazo inicialmente estimado para conclusão da reestruturação ¬ fim de outubro ¬ não é mais factível. A expectativa é que tudo fique pronto até o fim do ano.
  • A Paranapanema, produtora de cobre refinado e derivados, viu seu prejuízo líquido aumentar em 50% durante o segundo trimestre, quando comparado com o mesmo período do ano passado. A perda foi a R$ 108,1 milhões, influenciada pelas vendas maiores ao exterior, que trazem margens piores para o resultado, e também pela contabilidade de hedge, que, ao criar um descompasso entre câmbio de receita e custos, gerou o déficit.
  • O novo presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, já começou a levar um pouco do conhecimento da GVT, que presidia até recentemente, para a marca Vivo. Reduzir a terceirização de funcionários e contratá-los diretamente, e começar a testar em São Paulo a tecnologia híbrida da GVT, de fibra óptica com cobre, estão entre as iniciativas do grupo. No primeiro semestre, a companhia registrou receita líquida operacional de R$ 18,9 bilhões, 10% acima a de igual período de 2014. No valor está considerada a consolidação com a GVT, ocorrida em maio deste ano. As equipes de campo da GVT são quase 100% próprias, enquanto na Vivo são quase todas terceirizadas. A Vivo começou a renegociar e reduzir os contratos com os terceiros e, em 12 meses, pretende contratar 2 mil funcionários, elevando para 40 mil seu quadro direto, disse Amos Genish.
  • Com prejuízo de R$ 30 milhões de abril a junho, versus lucro líquido de R$ 358 milhões há um ano, o Grupo Pão de Açúcar teve o seu pior trimestre desde 2011, quando tomou forma as três área de negócios da companhia ¬ o varejo de alimentos, a operação de Casas Bahia e Ponto Frio e braço on¬line. A divisão de supermercados, hipermercados e atacado teve queda de 44,1% no lucro no segundo trimestre. Ontem, o GPA informou que não deve investir o valor máximo aprovado para 2015, de R$ 2 bilhões. "Este era o teto, mas em função das otimizações, é possível que fique mesmo inferior a isso", disse Daniela Sabbag, diretora de relações com investidores. A estimativa de crescimento de área de vendas, de 6% neste ano, foi revista para algo entre 4% e 6%.
  • A perda do grau de investimento não tem de ser vista como uma possibilidade, mas como um fato que vem se consumando lentamente. Na terça¬-feira, o Brasil deu mais um passo nessa direção depois que a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor‘s (S&P) mudou a perspectiva de nota de estável para negativa, dizendo que a probabilidade de rebaixar o país na sua próxima revisão é maior que 30%. As agências de rating estão sempre a reboque do mercado, que há tempo negocia o país com um grau de risco superior à classificação da S&P ¬ que é "BBB". O CDS de cinco anos, espécie de seguro contra calote da dívida brasileira, opera na linha dos 290 pontos, bem acima de pares com nota semelhante e até mesmo com notas inferiores à brasileira. A Hungria que está no patamar "BB", subgrau de investimento, estava com CDS na linha de 140 pontos. O vizinho Uruguai, que tem nota "BBB" por algumas agências e "BB" por outras, aponta nível de risco de 146 pontos de CDS. De acordo com o sócio e gestor da Kapitalo, Carlos Woelz, a perda do grau de investimento pela S&P e também por outras agências é até inevitável pela metodologia de avaliação, que dá peso para o baixo crescimento econômico esperado para os próximos anos.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.642,00

-0,23%

S&P 500 Index

2.095,50

-0,29%

Nasdaq Composite Index

4.560,75

-0,09%

Ibovespa

50.158,00

-0,17%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.522,83

1,08%

China: Shanghai

3.882,03

-2,20%

Hong Kong: Hang Seng

24.497,98

-0,49%

Alemanha: DAX

11.254,00

0,38%

França: CAC 40

5.052,05

0,69%

Londres: FTSE

6.696,74

0,99%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$49,23

0,90%

Ouro ($/oz)

$1.085,90

-0,61%