Bolsa

Comentários sobre o Mercado

29/07/2015

  • Os mercados de ações globais registraram uma tímida valorização na quarta-feira, mas os investidores permanecem cautelosos enquanto aguardam pronunciamento do Federal Reserve, o qual pode dar uma indicação sobre o futuro das taxas de juros norte-americanas.
  • Os modestos ganhos nas ações europeias e futuros norte-americanos vieram após a recuperação das ações chinesas, que registraram queda por três dias consecutivos, diminuindo em 11% o valor do principal índice de ações chinês.
  • No final da terça-feira, o Twitter anunciou um aumento de 61% na receita do segundo trimestre, superando as expectativas. Mesmo assim, a companhia continua sendo considerada não lucrativa e registrou um crescimento quase nulo no número de usuários. Comentários duros feitos por executivos do Twitter sobre o crescimento lento do número de usuários e o reconhecimento que o Twitter ainda não é um produto para o mercado de massa diminuíram o entusiasmo dos investidores pelos resultados do Twitter. As ações caíram 10% durante as negociações antes da abertura do mercado.
  • O diretor-¬geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse ontem que há uma tendência de manutenção do sinal vermelho no sistema de bandeiras tarifárias em agosto. Segundo Rufino, embora haja melhora no cenário de chuvas em julho e tendência de redução de consumo até o fim do ano, as usinas térmicas continuarão ligadas, por enquanto. Para o diretor da Aneel, a "situação mais equilibrada entre oferta e demanda" já tem se refletido nos preços da energia negociada no mercado à vista. "Sensível a tudo isso, o PLD [Preço de Liquidação das Diferenças] tem dado sinais de queda", disse Rufino, após reunião da diretoria da agência.
  • Com o objetivo de ampliar seus lançamentos em mercados emergentes, a General Motors (GM) decidiu dobrar seu investimento previsto no Brasil para o período entre 2014 e 2019. Agora, a montadora prevê aplicar R$ 13 bilhões no país durante esses anos, sendo que a nova parcela de R$ 6,5 bilhões vai para a criação de uma família de seis modelos de veículos da marca Chevrolet e faz parte de um programa maior de US$ 5 bilhões em investimentos ¬ também destinados ao México, à China e à Índia. O anúncio foi feito ontem em São Paulo pelo presidente global da fabricante, Dan Ammann.
  • A Vale deve anunciar amanhã um bom resultado operacional relativo ao segundo trimestre do ano, na avaliação de bancos de investimento e corretoras. Preços realizados melhores do que os registrados no primeiro trimestre de 2015, maiores volumes de venda e reduções de custos devem impactar positivamente os números da mineradora, na visão dos analistas. A combinação desses fatores deve levar a Vale a registrar um lucro líquido de US$ 844 milhões no segundo trimestre, na média de sete bancos e corretoras. O resultado, se confirmado, vai reverter prejuízo de US$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre do ano.
  • A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) sugeriu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que, na reforma das penalizações a infrações de mercado previstas na Lei 6.385, seja incluída a discussão sobre a possibilidade de as penalidades impostas serem revertidas em compensação a acionistas minoritários prejudicados. Mauro Cunha, presidente da Amec, afirma que os recursos vindos de termos de compromisso fechados pela CVM poderiam ser depositados em um fundo e os acionistas que se sentissem prejudicados poderiam pedir o ressarcimento a esse fundo.
  • A Estácio criou um call center especializado em convencer um potencial interessado a se matricular na instituição de ensino. Quase cem atendentes de um call center, localizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, estão sendo preparados para ligar em até 90 segundos para as pessoas que se inscreverem no site da Estácio em busca de informações sobre os cursos. "Um funcionário nosso está em Uberlândia para treinar os atendentes. Esses atendentes têm um custo mais alto porque são pessoas com capacidade de convencimento maior", disse Rogério Melzi, presidente da Estácio, que adotou essa estratégia para driblar a crise.
  • A deterioração do mercado no segundo trimestre foi pior que o previsto pelo comando da Via Varejo. Ajustes que estavam sendo feitos para tentar reduzir eventual impacto nos resultados foram incapazes de impedir totalmente o efeito negativo sobre alguns números do período. A companhia disse que a intensidade dos ajustes em andamento pode aumentar no segundo semestre. A empresa fechou 4,8 mil vagas em 12 meses, 7% da base. "A mudança no cenário econômico foi muito rápida e muito brusca. Não fomos só nós, ninguém previu isso", disse Líbano Barroso, presidente da companhia, formada pela união de Casas Bahia e Ponto Frio. A partir de abril, a queda nas vendas da companhia se acentuou e, em julho, "o cenário continua desafiador", disse o executivo. Ontem, ação da empresa fechou em queda de 3,9%, a R$ 8,56 (a bolsa subiu 1,78%). Resultados ficaram abaixo do projetado por analistas de instituições como Itaú BBA, Credit Suisse e Brasil Plural. A queda nas vendas líquidas foi de 21,7% de abril a junho, para R$ 4,3 bilhões. O lucro de R$ 187 milhões no mesmo período de 2014 virou prejuízo de R$ 13 milhões neste ano, o primeiro desde 2011. A margem bruta subiu de 31,4% para 32,5%, com ganhos de eficiência em custos. Mas caiu de 8,9% para 5,5%, a margem de lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação¬ reflexo de pressão inflacionária e venda menor.
  • Depois de anunciar que o Brasil está bem mais próximo de um rebaixamento de sua nota de crédito, para o grau especulativo, a agência de classificação de risco Standard & Poor‘s (S&P) amenizou o discurso. A agência reduziu a perspectiva para a nota soberana de "estável" para "negativa".
  • A demanda doméstica do setor aéreo no Brasil apresentou uma pequena melhora em junho, com incrementos na demanda de passageiros e de transporte de cargas. Entre as companhias aéreas, a TAM perdeu participação de mercado, enquanto Gol, Azul, Avianca e Passaredo ampliaram suas participações.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.565,00

0,11%

S&P 500 Index

2.087,75

0,02%

Nasdaq Composite Index

4.558,25

0,05%

Ibovespa

50.240,68

1,29%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.302,91

-0,13%

China: Shanghai

3.969,37

3,45%

Hong Kong: Hang Seng

24.619,45

0,47%

Alemanha: DAX

11.156,10

-0,16%

França: CAC 40

4.974,47

-0,06%

Londres: FTSE

6.586,81

0,48%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$47,54

-0,92%

Ouro ($/oz)

$1.093,60

-0,24%