Bolsa

Comentários sobre o Mercado

23/07/2015

  • Os índices de futuros norte-americanos tiveram um comportamento heterogêneo na quinta-feira, quando resultados de várias empresas foram publicados, incluindo a Amazon.com, Caterpillar, McDonald‘s e General Motors.
  • A Qualcomm anunciou no final da quarta-feira um corte de aproximadamente 15% no número de funcionários, contribuindo para a redução de custos no valor total de US$1,4 bilhão.
  • O índice de referência chinês Shanghai Composite registrou valorização pelo sexto dia consecutivo, o que os analistas atribuíram aos esforços das autoridades para estabilizar o mercado.
  • Diante do fraco crescimento econômico brasileiro e sucessivas frustrações de receitas, o governo federal assumiu de maneira clara o problema fiscal que atravessa e reduziu a meta de superávit primário não só para este ano, como também para 2016 e 2017. Agora, uma economia de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser esperada apenas em 2018. Com isso, uma queda da relação dívida/PIB só será evidenciada no último ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. Para este ano, a meta do setor público consolidado foi reduzida de 1,1% do PIB para 0,15% do PIB.
  • O comércio internacional continua frágil e caiu em volume pelo quarto mês no ano, mostra o CBP, o Centro de Analises Econômicas da Holanda, que acompanha de perto a evolução das trocas globais. Em maio, o comércio internacional sofreu queda de 1,2% comparado ao mês anterior, quando já tinha caído 0,2%. No ano, as trocas globais só aumentaram 1,5%, sinalizando que mais uma vez não terá condições de alcançar tão cedo o crescimento de 5,7% médio de antes da crise global. A maior parte da desaceleração nas exportações veio do lado das economias emergentes. Na verdade, pela primeira vez o crescimento das vendas dos emergentes tem sido num ritmo menor do que daquela dos países avançados. É algo quase sem precedentes nos últimos anos.
  • A Natura reforçou a gestão de caixa no segundo trimestre e será seletiva em investimentos neste ano devido ao cenário econômico difícil. A companhia aposta também em novidades tecnológicas e lançamentos para estimular o canal de vendas diretas, mas continua a enfrentar dificuldades em seus resultados. O lucro líquido da fabricante de cosméticos somou R$ 116,7 milhões de abril a junho, queda de 33,7% em relação a igual período do ano passado. Uma provisão de R$ 50 milhões para aquisição de parcela remanescente de 28,66% na australiana Aesop derrubou os ganhos. A empresa calcula que, sem a provisão, a retração do lucro seria de 15,4%. A receita líquida aumentou 7% e totalizou R$ 1,92 bilhão. O faturamento no Brasil caiu 4,6%, para R$ 1,4 bilhão, mas avançou 59,6% nos mercados externos, para R$ 520,1 milhões. Em um ano, a participação de receitas internacionais subiu de 18,1% para 27%.
  • As companhias abertas não devem ter muitas boas notícias para dar aos investidores quando divulgarem seus balanços do segundo trimestre. Ambiente macroeconômico fraco, juros e inflação em alta, além de incertezas políticas, são os fatores que pressionaram os números. A safra de resultados começou ontem, com a divulgação do balanço da fabricante de cosméticos Natura, com queda de 34% no lucro. Enquanto grupos com negócios voltados para o mercado doméstico penavam com a deterioração da economia, exportadores ainda puderam aproveitar o real desvalorizado ¬ mais estável que no primeiro trimestre, mas ainda favorável.
  • A Sete Brasil, em dificuldades financeiras desde o fim do ano passado, tem hoje uma situação de caixa ajustada, com recursos disponíveis para fazer frente às despesas gerais e administrativas até o começo de 2016.
  • A Eldorado Brasil, produtora de celulose controlada pela J&F Investimentos, dona da JBS, aproximou-¬se no segundo trimestre de atingir o primeiro resultado final positivo desde que iniciou a operação de sua primeira fábrica, no fim de 2012. De abril a junho, a companhia reduziu em 90,5% o prejuízo líquido na comparação anual e registrou R$ 5,71 milhões negativos na última linha do balanço. Ao mesmo tempo, a receita líquida trimestral subiu 54,4%, para R$ 853,8 milhões, e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) mais que dobrou, alcançando o recorde de R$ 385 milhões. A melhora dos resultados deveu¬-se à combinação de volume de vendas superior, preços da celulose mais altos em dólar e em real e redução de custos.
  • Se a melhora do mercado ainda não conseguiu estancar a saída do investidor pessoa física, tampouco foi estimulante para o lançamento de mais fundos imobiliários. De janeiro a junho, houve o registro de nove ofertas de carteiras imobiliárias na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), em um volume total aprovado de R$ 4,032 bilhões. O número é expressivo quando comparado ao total de 16 ofertas registradas em 2014, no valor de R$ 4,73 bilhões, mas apenas três fundos começaram efetivamente a negociar em bolsa no último semestre: LCI Premium (da Kinea), Brasil Varejo (Rio Bravo) e Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (Bram).

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.761,00

-0,13%

S&P 500 Index

2.107,50

-0,02%

Nasdaq Composite Index

4.616,50

-0,01%

Ibovespa

50.430,15

-0,95%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.683,95

0,44%

China: Shanghai

4.320,84

2,43%

Hong Kong: Hang Seng

25.398,85

0,46%

Alemanha: DAX

11.529,71

0,08%

França: CAC 40

5.084,83

0,04%

Londres: FTSE

6.660,44

-1,61%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$49,56

0,75%

Ouro ($/oz)

$1.095,50

0,37%