Bolsa

Comentários sobre o Mercado

22/07/2015

  • As ações norte-americanas abriram em queda na quarta-feira após resultados decepcionantes dos gigantes tecnológicos Apple Inc. e Microsoft Corp.
  • Após o fechamento do mercado na terça-feira, a Apple registrou um aumento de 38% nos seus lucros e afirmou ter vendido 35% mais iPhones no terceiro trimestre fiscal do que no ano passado. Mas as vendas de iPhone da Apple ficaram abaixo das estimativas de alguns analistas e a companhia indicou que sua receita neste trimestre pode ficar bem abaixo das expectativas de Wall Street. As ações caíram 6,9% durante as negociações antes da abertura do mercado.
  • A desvalorização das ações de empresas de tecnologia na quarta-feira levou a uma queda ainda maior das bolsas europeias. Entre as empresas europeias com maior desvalorização está uma fabricante de chips básicos encontrados em mais de 95% de todos os smartphones, incluindo o iPhone.
  • A Microsoft Corp. registrou um prejuízo de US$3,2 bilhões no seu quarto trimestre fiscal na terça à tarde, o maior prejuízo trimestral de sua história. As ações caíram 3,9% durante as negociações antes da abertura do mercado.
  • Na quarta-feira, a Coca-Cola Co. anunciou que o lucro subiu 20% no segundo trimestre, quando o gigante do setor de refrigerantes registrou crescimento no volume. Os resultados superaram as expectativas e as ações subiram 1% durante as negociações antes da abertura do mercado.
  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, inicia hoje um giro de oito dias pela Ásia que tem como um dos principais focos o reforço de parcerias econômicas e comerciais com países da região. O périplo do chanceler também abre caminho para a visita oficial que a presidente Dilma Rousseff fará ao Japão nos dias 3 e 4 de dezembro. Imediatamente antes ou depois de sua passagem por Tóquio, Dilma irá para o Vietnã. Os dois países, além de Cingapura e Timor Leste, fazem parte do roteiro de Vieira. Em sua primeira escala, o chanceler apresentará uma proposta de acordo de cooperação e facilitação de investimentos com Cingapura, que tem 60 empresas instaladas no Brasil e deve fornecer à Petrobras cerca de metade de suas novas plataformas de petróleo. Outro objetivo é atrair os dois fundos soberanos locais ­GIC e Temasek ­ para a nova etapa do programa de concessões em infraestrutura lançada por Dilma.
  • Pela sexta vez consecutiva, o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) mostrou o pior resultado de sua série histórica, iniciada em 2010, prejudicado por um cenário de juros em alta renda em desaceleração e corte de vagas no mercado de trabalho. Em julho, o indicador caiu 5,3% ante junho, para 86,9 pontos ­ o mais baixo patamar da série.
  • A presidente Dilma Rousseff contabiliza as piores avaliações de sua gestão e imagem pessoal desde o início do primeiro mandato, de acordo com pesquisa do instituto MDA divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), superando o patamar alcançado pelo ex­-presidente Fernando Henrique Cardoso durante a crise econômica de 1999. O cenário é semelhante. A grande maioria dos entrevistados considera que a presidente não está sabendo lidar com a crise econômica (84,6%), apontada por 60,4% dos entrevistados como mais grave do que a crise política (36,2%). Como resultado, um impeachment da presidente Dilma se justificaria na opinião de 62,8% dos entrevistados. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 16 de julho. A avaliação positiva do governo da presidente Dilma piorou entre março e julho, caindo para 7,7% de 10,8%.
  • O governo deu mais um passo para concretizar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que planeja para o IRB Brasil Re, programada para ocorrer em meados do segundo semestre. O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) autorizou a redução gradual da reserva do mercado de resseguros no Brasil. Resolução publicada ontem no Diário Oficial da União flexibiliza as regras de repasse de risco nas operações entre seguradoras e resseguradoras baseadas no país e também com sede no exterior.
  • A melhora no cenário de chuvas, que afastou o risco de racionamento, e principalmente as mudanças regulatórias para incentivar investimentos estão dando fôlego às ações do setor elétrico. Após dois anos conturbados, os investidores parecem finalmente ter se convencido de que a pior parte da crise iniciada em 2012 ficou para trás.
  • A fraca demanda por aços planos levou as distribuidoras a cortarem em cerca de 11% seu quadro de pessoal neste ano. Os dados, fornecidos pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) e colhidos pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), mostram que ao fim de maio o segmento empregava 107,1 mil pessoas, contra 120,4 mil em dezembro de 2014. Em 30 meses, a redução foi de 17%.
  • O CEO da Toshiba renunciou ontem ao cargo depois de uma investigação independente ter concluído que a empresa inflou os lucros, no que vem sendo considerado um dos maiores escândalos contábeis da história do Japão. A Toshiba sofreu "o que poderia ser a maior erosão da imagem de nossa marca em nossos 140 anos de história", disse Hisao Tanaka, depois de fazer uma reverência de pesar, ficando 15 segundos curvado, durante concorrida entrevista a jornalistas ontem, em Tóquio. O incidente é o maior golpe à reputação de uma empresa no Japão desde o escândalo da Olympus em 2011, quando se descobriu que a firma de tecnologia havia encoberto perdas de até US$ 1,7 bilhão que vinham desde o início dos anos 90. O presidente do conselho de administração da Toshiba, Masashi Muromachi, vai assumir como CEO interino enquanto o grupo reestrutura sua governança. A Toshiba anunciou que estuda indicar diretores externos para mais da metade dos assentos de seu conselho de administração.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.798,00

-0,38%

S&P 500 Index

2.104,50

-0,47%

Nasdaq Composite Index

4.600,50

-1,41%

Ibovespa

50.891,95

-1,13%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.593,67

-1,19%

China: Shanghai

4.218,31

0,21%

Hong Kong: Hang Seng

25.282,62

-0,99%

Alemanha: DAX

11.497,01

-0,93%

França: CAC 40

5.078,03

-0,56%

Londres: FTSE

6.660,44

-1,61%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$50,27

-1,16%

Ouro ($/oz)

$1.090,40

-1,19%