Bolsa

Comentários sobre o Mercado

21/07/2015

  • Os índices futuros nos EUA indicam uma abertura de estável para queda nesta terça-feira, com a temporada de divulgação de resultados do segundo trimestre das empresas a todo vapor e os resultados da Apple, Microsoft e Yahoo em pauta.
  • A IBM divulgou os seus resultados após o fechamento do mercado na segunda-feira registrando a 13ª queda trimestral consecutiva da receita, que pode pesar sobre a confiança dos investidores que aguardam a divulgação de resultados do terceiro trimestre da Apple ainda nesta terça-feira. As ações da IBM registraram queda de aproximadamente 5% no pré-mercado e os índices futuros para as ações de primeira linha do índice Dow Jones industrial Average caíram cerca de 70 pontos enquanto o índice futuro Nasdaq também ficou negativo
  • As 25 companhias abertas que têm o maior volume de contencioso tributário do Brasil, cujo valor somado alcançava R$ 363,3 bilhões no fim de 2014, carregavam no balanço do primeiro trimestre saldo de R$ 61,9 bilhões em créditos tributários decorrentes de prejuízo fiscal. É desse encontro de contas ­ entre cobranças administrativas e judiciais de tributos de grandes empresas e créditos tributários a compensar que elas possuem ­ que o governo esperar tirar ao menos de R$ 10 bilhões em arrecadação extras este ano, com a criação do programa que tem sido chamado de "mini Refis", que deve vir por medida provisória a ser editada nos próximos dias.
  • A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, propôs à Petrobras uma nova fórmula para cálculo de preços da nafta que varia conforme as cotações do petróleo. A proposta foi apresentada pela petroquímica há cerca de um mês ao grupo formado para discutir o novo contrato de longo prazo de fornecimento da matéria-­prima, que reúne representantes das companhias, dos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Minas e Energia, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos Estados onde a petroquímica tem centrais base nafta. Uma nova reunião desse grupo está prevista para hoje.
  • A TAM anunciou ontem redução de atividades no Brasil e corte de funcionários para adequar sua oferta à demanda. A decisão foi tomada diante do cenário econômico desafiador provocado pelo aumento da inflação e da alta do dólar, que levam à desaceleração do setor aéreo. A companhia inicia neste mês uma diminuição de 8% a 10% das operações no mercado doméstico projetada para 2015. As rotas afetadas estão "em definição", mas a TAM não deixará de operar em nenhum dos destinos atuais. A companhia revisou a projeção de capacidade no mercado brasileiro de estável para uma queda de 2% a 4% neste ano, em comparação a 2014. A TAM aérea estima redução de menos de 2% do quadro de 28 mil funcionários, incluindo a ‘rotatividade natural‘. Informa que não haverá impacto nas equipes de tripulação e que a adequação não afeta a renovação da frota, o projeto de estudo de viabilidade de um centro de conexões no Nordeste e o fortalecimento dos centros de Brasília e São Paulo/Guarulhos.
  • A BM&FBovespa encaminhou um ofício para a Dasa, a maior empresa de medicina diagnóstica do país. O documento lista 26 exigências a respeito do laudo de avaliação da Dasa, elaborado pelo banco Itaú BBA, e que foi utilizado para levar adiante a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pelo controlador, Edson Bueno, para retirar a empresa do Novo Mercado. A Dasa tem até 3 de agosto para responder. No ofício encaminhado à Dasa, Flavia Mouta, diretora de regulação de emissores da BM&FBovespa, pede ao banco avaliador e à empresa ajustes no documento, citando o que está estabelecido no regulamento do Novo Mercado, mas também questionando e pedindo esclarecimentos sobre algumas premissas adotadas pelo Itaú BBA. Essa é a primeira vez que um controlador lança uma oferta apenas para retirar uma companhia do principal segmento de governança da bolsa.
  • Quatro anos depois de começar a estudar a ampliação de sua atuação no mercado brasileiro, a fabricante chinesa de eletrônicos TCL vai colocar a estratégia em prática. Até o fim do ano, a companhia começa a vender produtos com sua própria marca, fabricados localmente. "Queremos não só chegar, mas ser líderes do mercado local", disse Kevin Wang, vice­presidente da TCL Multimedia e responsável pelos negócios da companhia fora da China. Segundo o executivo, o objetivo é explorar o segmento de produtos mais caros, com tecnologias como conexão à internet (smart TVs) e telas curvas. Essa faixa de produtos é dominada no Brasil por Samsung, LG e Sony ­ mesmas marcas que a TCL enfrenta em âmbito global.
  • A área de private equity da Gávea Investimentos continua a ser prioritária e ficará a cargo de Amaury Bier, após a saída do sócio Christopher Meyn, acertada na semana passada. Sócio mais especializado em macroeconomia, Bier retomou o ritmo de trabalho normal após um período de afastamento parcial por questões pessoais.
  • O J.P. Morgan Chase ainda tem um déficit de nada menos que US$ 12,5 bilhões em relação ao nível exigido para cumprir as normas de capitalização aprovadas pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) na segunda­-feira. O Fed baixou exigências de capital que totalizam mais de US$ 200 bilhões para oito dos maiores e mais complexos bancos americanos, a fim de mitigar o risco de que possam ameaçar o sistema financeiro.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.931,00

-0,40%

S&P 500 Index

2.118,75

-0,15%

Nasdaq Composite Index

4.671,75

0,01%

Ibovespa

51.563,76

-0,07%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.841,97

0,93%

China: Shanghai

4.209,51

0,64%

Hong Kong: Hang Seng

25.536,43

0,52%

Alemanha: DAX

11.687,57

-0,41%

França: CAC 40

5.133,50

-0,17%

Londres: FTSE

6.783,10

-0,08%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$50,70

1,10%

Ouro ($/oz)

$1.103,30

-0,32%