Bolsa

Comentários sobre o Mercado

14/07/2015

  • As bolsas norte-americanas devem abrir sem grandes mudanças na terça-feira, com a mudança do foco da Grécia para dados econômicos, divulgação de resultados e acordo nuclear com o Irã.
  • Os mercados têm muito o que digerir no começo deste pregão. Na manhã desta terça-feira, o Irã e seis grandes potências fecharam um acordo nuclear histórico que aliviará algumas sanções contra Teerã em troca de restrições no seu programa nuclear.
  • Os preços de importação dos EUA caíram surpreendentemente em junho à medida que os efeitos prolongados do dólar forte compensaram os custos crescentes dos produtos do petróleo, mantendo a pressão da inflação sobre produtos importados sob controle.
  • O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é contra a adoção de uma banda para a meta fiscal que estabeleceria um intervalo para o resultado das contas públicas, como já acontece com a meta para a inflação. A sinalização vinda da presidente Dilma Rousseff, a quem caberá a decisão final sobre o tema, ontem, é que não haverá mudança na meta de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.
  • O Novo Mercado, principal segmento de governança da bolsa brasileira, completa 15 anos em xeque. Considerado por analistas como congelado no tempo, diante dos pequenos ajustes que fez em suas regras, o segmento precisa de mudanças. A discussão do momento é a facilidade de saída, evidenciada pela iniciativa do controlador da Dasa, Edson Bueno, de retirá¬la do segmento.
  • Numa mensagem de que a empresa não vai produzir minério "a qualquer custo" e que o foco é, "mais do que nunca", a margem de lucro, o diretor da Vale no negócio de metais ferrosos, Peter Poppinga, informou ontem que, já a partir deste mês, a mineradora vai começar a retirar 25 milhões de toneladas de sua oferta de minério de ferro. O executivo explicou que os cortes virão dos sistemas Sul e Sudeste, de minérios silicosos e dos volumes que compra de terceiros.
  • Não foi um segundo trimestre tão ruim quanto poderia ter sido para o Grupo Pão de Açúcar, dadas as condições econômicas difíceis para o setor de consumo. Mas também não há muito o que celebrar. O que já estava funcionado, continua a dar resultados (Cnova e Assaí) o que estava mal, melhorou um pouco (Extra) e o que não ia bem, piorou mais (Via Varejo). GPA é a primeira varejista a informar resultado no trimestre, sinal de que, para alcançar algum resultado, o setor pode ter que intensificar ajustes e cortes.
  • A ação da Gol encerrou o pregão de ontem com alta de 15,4%, a R$ 6,98, depois de atingir valorização máxima de 17,3%. O apoio da Delta Air Lines em um aumento de capital e na garantia de um empréstimo com terceiros foram bem recebidos e o papel voltou a avançar após sete pregões consecutivos de queda. A ação acumula baixa de 5,3% em julho e de 54% em 2015. O reforço de liquidez na Gol ficará próximo a R$ 1,5 bilhão.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.871,00

-0,16%

S&P 500 Index

2.091,25

-0,16%

Nasdaq Composite Index

4.492,00

0,09%

Ibovespa

53.319,23

0,38%

Índices Globais

apão: Nikkei

20.385,33

1,47%

China: Shanghai

4.111,76

-1,15%

Hong Kong: Hang Seng

25.120,91

-0,41%

Alemanha: DAX

11.423,57

-0,53%

França: CAC 40

4.992,74

-0,11%

Londres: FTSE

6.727,37

-0,16%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$52,18

-0,04%

Ouro ($/oz)

$1.156,20

0,07%