Bolsa

Comentários sobre o Mercado

15/07/2015

  • Os índices de futuros norte-americanos permaneceram estáveis na quarta-feira, quando a Presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, reafirmou sua opinião de que as taxas de juros podem subir esse ano, enquanto investidores aguardam o voto do parlamento grego sobre a proposta de resgate.
  • Em um testemunho ao congresso publicado na manhã de quarta-feira, Yellen confirmou que o Banco Central deve aumentar as taxas de juros de curto prazo esse ano haja visto que a economia do país está melhorando mesmo em meio a um cenário global desfavorável. O depoimento ficou em linha com o seu discurso da semana passada. Ela falou mais sobre as ameaças externas, incluindo os riscos na China, mas seus comentários internacionais não mudaram suas previsões para as a economia ou taxas de juros norte-americanas.
  • As ações europeias registraram uma ligeira valorização antes do voto do parlamento grego que pode levar ao tão necessário acordo de ajuda internacional. A Grécia e os seus credores fecharam um acordo de ajuda na segunda-feira, mas um novo auxílio depende da implementação de medidas de austeridade e reforma econômica. O parlamento grego deve aprovar as medidas esta quarta-feira.
  • O resultado trimestral do Bank of America Corp. mais que duplicou, superando as expectativas dos analistas. As ações subiram 2,8% durante as negociações antes da abertura do mercado.
  • As ações chinesas caíram na quarta-feira quando dados de crescimento econômico surpreendente fortes diminuíram as esperanças de mais estímulo. O crescimento da China permaneceu em 7% no segundo trimestre.
  • Nem a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante mais de duas horas na reunião de líderes foi capaz de convencer os senadores a abraçarem o pacote de medidas para promover a reforma no ICMS, com unificação das alíquotas e consequente fim da chamada guerra fiscal entre Estados. Assim, o dia ontem terminou sem acordo para votação e agora o projeto vai voltar à Comissão de Desenvolvimento Regional para ser apreciado.
  • Sem dinheiro para continuar tocando sua parte nas obras de recuperação e duplicação da BR¬163, no Mato Grosso, o governo decidiu repassar à iniciativa privada os 371 quilômetros da rodovia que estão hoje sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os contratos do órgão com as empreiteiras responsáveis pelas obras devem ser rescindidos nas próximas semanas e o trecho será assumido pelo Consórcio Rota do Oeste, que administra outros 453 quilômetros da BR¬163 no Estado. A entrega do trecho para o consórcio ¬ que é controlado pela construtora Odebrecht ¬ será feito mediante aditivos no contrato de concessão.
  • O mês de junho mostrou uma aceleração da queda da receita federal, de acordo com dados obtidos no Siafi, o sistema eletrônico que registra todas as receitas e despesas da União. Nessa sistemática de apuração, a arrecadação total apresentou uma redução de 6,9% em termos reais, na comparação com o mesmo mês do ano passado ¬ variação negativa superior ao acumulado no ano (menos 4,6%) e no acumulado dos últimos doze meses (menos 3,4%). Os dados fazem parte de análise da arrecadação federal feita pelos economistas José Roberto Afonso, Bernardo Fajardo e Vilma da Conceição Pinto, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas.
  • Acionistas da Sete Brasil, empresa criada para gerir um portfólio de sondas para a Petrobras, concluíram rodada de reuniões com investidores na Ásia e no Oriente Médio em busca de um novo sócio disposto a aportar até US$ 1,2 bilhão na companhia. A partir de agora, os sócios da Sete esperam propostas de eventuais interessados depois que for aberto o "data room" (sala de informações), quando os investidores poderão ter acesso aos números da empresa. Nesse processo, os potenciais investidores poderão fazer uma "due dilligence" (auditoria) e apresentar suas ofertas.
  • Uma operação realizada pela Metalúrgica Gerdau levou investidores a pedir à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que se manifeste sobre a legalidade de um controlador usar derivativos para aumentar a participação em uma empresa controlada de forma indireta, ou seja, sem assumir a propriedade das ações. Em dezembro de 2014 a BNDESpar exerceu uma opção de venda de ações ordinárias (ON) da Gerdau, que recebeu como parte de negociações da empresa no momento de aquisição da Sidenor, em 2006. A opção dava o direito à BNDESpar de vender as ações por R$ 29,97, um negócio altamente lucrativo considerando que as ONs eram avaliadas na bolsa na casa dos R$ 8. Eram 34,2 milhões de ações, equivalentes a 6% do capital ordinário da Gerdau, e a operação alcançou R$ 1 bilhão. Para fechar essa operação, a Metalúrgica se financiou por meio de um "total return swap" contratado com o BTG Pactual. O fechamento desse contrato significa dizer que a Metalúrgica ficou exposta à variação das ações (ponta ativa) e o BTG ficou guardando a titularidade das ações para a Metalúrgica, recebendo, em troca, uma remuneração de CDI mais 1% ao ano (ponta passiva). A Metalúrgica teve, ainda, que emitir uma nota promissória, de R$ 700 milhões, que serviu como uma garantia ao BTG, por conta da diferença entre o valor da opção e a cotação na bolsa.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.962,00

0,01%

S&P 500 Index

2.102,50

0,02%

Nasdaq Composite Index

4.525,75

0,18%

Ibovespa

53.102,8

-0,26%

Índices Globais

apão: Nikkei

20.463,33

0,38%

China: Shanghai

3.987,93

-3,01%

Hong Kong: Hang Seng

25.055,76

-0,26%

Alemanha: DAX

11.549,72

0,28%

França: CAC 40

5.049,47

0,34%

Londres: FTSE

6.765,71

0,18%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$52,69

-0,66%

Ouro ($/oz)

$1.150,70

-0,24%