Bolsa

Comentários sobre o Mercado

30/06/2015

  • Na terça-feira, os índices de futuros das bolsas dos EUA apontaram para um movimento de alta em relação à queda acentuada na segunda-feira, apesar da provável inadimplência da Grécia em um empréstimo de 1,5 bilhões de euros (US$1,7 bilhões) junto ao Fundo Monetário Internacional.
  • Relatos na mídia grega na terça-feira de que o primeiro-ministro Alexis Tsipras está considerando as últimas propostas de auxílio da União Europeia ajudaram as ações europeias a reduzir algumas perdas e impulsionaram os índices de futuros durante o pregão de Londres.
  • No entanto, a Chanceler alemã Angela Merkel reduziu as esperanças de um acordo de última hora com a Grécia. Ela disse em um relatório da Reuters que não estava ciente de nenhuma nova oferta do presidente da Comissão Europeia.
  • Além da Grécia, os investidores estão atentos a Porto Rico, onde outra potencial crise de dívida está se formando. Tarde na segunda-feira, o governador de Porto Rico Alejandro Garcia Padilla disse que a ilha precisa de um plano de reestruturação para seus US$72 bilhões em dívidas.
  • A Receita Federal brasileira e a Agência Americana de Aduana e de Proteção de Fronteiras (US Customs and Border Protection) assinaram ontem um plano de trabalho conjunto com objetivo de elaborar um acordo de reconhecimento mútuo de Operador Econômico Autorizado (OEA). Na prática, a intenção é que agilizar procedimentos burocráticos de importações e exportações entre os dois países.
  • Primeiro foi a soja, depois o minério de ferro. Agora é a vez do petróleo. De janeiro a maio deste ano a China ultrapassou de longe os Estados Unidos como principal destino do óleo bruto. O Brasil exportou para os chineses US$ 1,76 bilhão no período, quase o dobro dos US$ 980,9 milhões embarcados em igual período de 2014.
  • Um ano após a criação de seu braço de serviços em energia, a EDP Energias do Brasil pretende acelerar a expansão no segmento. Ontem, a companhia anunciou a compra da APS, empresa do Rio Grande do Sul que atua em operações para eficiência energética, por R$ 27 milhões. Há 23 anos no mercado, a APS teve receita de R$ 20 milhões no ano passado, mais que os R$ 12 milhões faturados pela EDP Grid, braço de serviços da Energias do Brasil.
  • A Petrobras surpreendeu positivamente o mercado ontem com um plano de negócios para o quinquênio 2015­2019 considerado mais realista que os anteriores. A estatal cortou 37% dos investimentos na comparação com o plano passado, reduzindo esse montante de US$ 206,8 bilhões para US$ 130,3 bilhões. O segmento de Exploração e Produção (E&P) concentrará 83% dos investimentos previstos, num total de US$ 108,6 bilhões. A surpresa, bem recebida, veio com a meta de obter US$ 42,6 bilhões com venda de ativos adicionais aos US$ 15 bilhões (eram US$ 13 bilhões antes) previstos até 2016. O plano atende aos analistas que enxergavam a impossibilidade de a companhia manter um ritmo muito acelerado de investimentos, ancorada em novas dívidas.
  • A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) encaminhou carta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BM&FBovespa pedindo esforços para que a política de pagamento de dividendos das companhias abertas seja mais clara. "A linguagem dos documentos deveria ser autointerpretativa, mas vimos este ano que não é. O mercado tem visões distintas sobre o que quer dizer cada um dos diferentes dividendos. Isso gerou uma confusão muito grande. Opiniões diferentes no mercado por si só não são negativas, mas não em assuntos tão básicos como esse", afirma Mauro Cunha, presidente da Amec.
  • A Gerdau enfrenta um serie de desafios, como a retração da demanda de aço plano por montadoras de automóveis. Além disso, os investidores têm incluindo em suas contas uma deterioração maior na área de construção, fazendo com que as perspectivas para aços longos fossem cortadas. Com isso, mais a concorrência de importados nos Estados Unidos, especialmente da Turquia, o preço da ação da Gerdau foi a níveis que não se via há quase uma década. Ontem, os papéis preferenciais da gaúcha tiveram leve alta de 0,65%, para R$ 7,75, mas na semana passada chegaram a R$ 7,53 ­ desde outubro de 2005 a empresa não era tão mal avaliada na BM&FBovespa.
  • A Natura, maior fabricante de cosméticos do país, estuda a criação dos cargos de co-presidente em seu conselho de administração e pode incluir a venda de produtos para animais em seu portfólio. A companhia convocou seus acionistas para discutir as mudanças no estatuto em assembleia no dia 27 de julho. Na nova versão do estatuto proposta pela Natura, a empresa pode excluir a definição de diretor comercial. O último a ocupar este cargo foi José Vicente Marino, que estava na companhia desde 2008, apresentou carta de renúncia e deixa a empresa em 30 de junho, sem ter um substituto em vista. Em setembro, Roberto Lima, ex-­presidente da Vivo, assumiu a presidência da Natura, no lugar de Alessandro Carlucci. Em maio, José Roberto Lettiere (ex­-Alpargatas) substituiu Roberto Pedote na vice-­presidência de finanças e relações com investidores. Na nova versão, a ser discutida em assembleia, a diretoria seria composta pelo presidente, um diretor financeiro e diretores executivos operacionais.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.609,00

0,51%

S&P 500 Index

2.064,00

0,66%

Nasdaq Composite Index

4.399,50

0,49%

Ibovespa

53.087,43

0,14%

Índices Globais

apão: Nikkei

20.235,73

0,63%

China: Shanghai

4.479,90

5,52%

Hong Kong: Hang Seng

26.250,03

1,09%

Alemanha: DAX

11.084,67

0,01%

França: CAC 40

4.869,74

0,00%

Londres: FTSE

6.587,87

-0,49%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

$58,73

-1,14%

Ouro ($/oz)

$1.171,50

-0,64%