Bolsa

Comentários sobre o Mercado

23/04/2015

    • Os índices de futuros das bolsas dos EUA abriram em baixa na quinta-feira, enquanto Wall Street aguarda ansiosamente os resultados de grandes empresas dos setores industrial e tecnológico. A desaceleração da Europa também pode pesar, após dados recentes mostrarem uma diminuição no ritmo do crescimento da atividade econômica em abril, pressionando as ações da região.
    • Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos sofreram um aumento de 1.000 para 295.000.
    • A 3M caiu mais de 2% antes da abertura do mercado após a companhia publicar seus resultados do primeiro trimestre com lucro de US$1,85 por ação e receita de US$7,57 bilhões, ambos abaixo das expectativas dos analistas. A companhia disse que seus resultados foram impactados por um dólar forte e agora espera um lucro anual de US$7,80 a US$8,10 por ação, contra uma expectativa anterior de US$8 a US$8,30.
    • A General Motors caiu mais de 3% na negociação antes da abertura do pregão após a companhia ter registrado lucros e receita abaixo das expectativas.
    • A PepsiCo registrou lucros trimestrais de 83 centavos por ação, acima das expectativas de Wall Street.
    • A Procter & Gamble registrou lucro por ação de 92 centavos, em linha com as expectativas dos analistas.
    • Anunciada em dezembro e aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em janeiro, a aquisição da Whitney Brasil pela Anima por R$ 1,1 bilhão foi desfeita. A decisão foi atribuída às mudanças nas regras do Fies, financiamento estudantil do governo federal, que reduz consideravelmente o caixa dos grupos educacionais.
    • A Vale anunciou ontem novo recorde de produção de minério de ferro para um primeiro trimestre: de janeiro a março, a empresa produziu 74,5 milhões de toneladas, alta de 4,9% sobre igual período do ano passado. A mineradora também registrou recordes de produção para níquel e cobre nos três primeiros meses do ano. Entre analistas, a avaliação é que a mineradora vai continuar a aumentar a produção de minério de ferro, apesar das difíceis condições de mercado, pois está entrando na fase final de investimento em grandes projetos que vão lhe permitir ganhar ainda mais escala e reduzir custos.
    • O declínio dos preços do petróleo no mercado internacional, a apreciação do dólar e a necessidade de reduzir seu endividamento fizeram com que a Petrobras precisasse rever suas perspectivas futuras, tendo que reduzir o ritmo de investimentos, afirmou Aldemir Bendine, presidente da estatal. Ele fez a declaração em carta aos acionistas e investidores publicados com o relatório de desempenho de 2014. "Como resultado, a companhia decidiu postergar a conclusão de alguns ativos e projetos inclusos em seu plano de negócios 2014-2018".
    • Após oito horas de reunião, o conselho de administração da Petrobras aprovou os balanços referentes ao terceiro trimestre e o ano fechado de 2014. Os números divulgados no início da noite de ontem mostraram uma baixa contábil total de R$ 50,8 bilhões, sendo que a corrupção foi responsável por uma baixa de R$ 6,194 bilhões. Os números foram apresentados em entrevista no Rio pelo presidente da estatal, Aldemir Bendine. A baixa refletiu os ajustes nos ativos que tiveram valor declarado inflado por práticas de corrupção, além do ajuste por "impairment" em ativos de refino, exploração e produção e petroquímica. A baixa de R$ 6,2 bilhões foi referente aos gastos adicionais capitalizados indevidamente no ativo imobilizado oriundos do esquema de pagamentos indevidos descobertos pelas investigações da Operação Lava¬Jato. A baixa por "impairment" de R$ 44,3 bilhões se referiu a desvalorização de ativos. O segmento de refino foi responsável por baixa de R$ 30,9 bilhões, devido à avaliação dos projetos do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
    • A longa novela sobre licença para instalação de antenas de telecomunicações no Brasil começa a chegar ao fim. A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.116, conhecida como Lei das Antenas, publicada ontem no "Diário Oficial da União". A lei deverá pôr fim a uma luta das operadoras contra a burocracia.
    • Uma nova metodologia de apuração do balanço de pagamentos adotada pelo Banco Central (BC) fez o déficit em conta corrente subir a 4,54% do Produto Interno Bruto (PIB) no período de 12 meses até março, avançando ainda mais nos patamares que no passado estiveram associados com crises externas. Neste ano, prevê o Banco Central, o déficit em conta corrente deverá ter uma queda nominal de quase US$ 20 bilhões em função da fraca atividade econômica e da desvalorização cambial.

Índices

Nome

Atual

% Variação

Dow Jones Industrial Average

17.881,00

-0,36%

S&P 500 Index

2.094,70

-0,26%

Nasdaq Composite Index

4.434,00

-0,24%

Ibovespa

54.749,20

0,24%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.187,65

0,27%

China: Shanghai

4.625,56

0,36%

Hong Kong: Hang Seng

27.827,70

-0,38%

Alemanha: DAX

11.719,04

-1,25%

França: CAC 40

5.160,88

-0,96%

Londres: FTSE

7.029,28

0,02%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$56,30

0,25%

Ouro ($/oz)

US$1.188,30

0,12%

*Valores de abertura do pregão