Bolsa

Comentários sobre o Mercado

22/04/2015

    • Os índices de futuros das bolsas dos EUA sofreram ligeira queda na quarta-feira enquanto os investidores analisavam os resultados do primeiro trimestre.
    • A Coca-Cola Co. registrou lucro acima do esperado e sua receita e volume de bebidas subiram 1% no primeiro trimestre. As ações subiram 2,4% durante as negociações antes da abertura do mercado.
    • A Tupperware Brands Corp. afirmou que as vendas do primeiro trimestre caíram 12%, principalmente devido ao dólar forte, criando uma perspectiva negativa para o trimestre. Mesmo assim, a receita superou as expectativas. As ações subiram durante as negociações antes da abertura do mercado.
    • Os resultados da Boeing Co. do primeiro trimestre superaram as expectativas dos analistas, com um aumento de 8,2% na receita. As ações caíram durante as negociações antes da abertura do mercado.
    • As ações registraram queda na terça-feira em uma sessão pouco movimentada. O índice Dow Jones caiu 0,5% para 17949,59 e o S&P registou queda de 0,1% para 2097,29.
    • Em mercados de commodities, os futuros do ouro desvalorizaram 0,3% para US$1199,80 a onça, enquanto os futuros do petróleo bruto registraram uma ligeira queda de 0,1% para US$56.57 o barril.
    • Após concluir uma série de encontros com INVESTIDORES internacionais em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, retornou, ontem, ao Brasil, onde terá como prioridade a aprovação do projeto de lei para reduzir a desoneração da folha de pagamentos. "Estamos focados em conseguir avançar na questão de reverter a desoneração da folha", disse Levy ao sair de uma reunião com INVESTIDORES no centro de Manhattan. "Esse é nosso foco, porque [a medida] não tem se mostrado tão efetiva e é importante ter uma sinalização nessa área".
    • Os bancos nacionais aumentaram, de forma rápida e significativa, o custo de crédito das grandes empresas nos primeiros meses do ano. A elevação das taxas de juros em várias modalidades de crédito não se deu apenas por causa do aumento da taxa básica de juros (Selic), promovido pelo Banco Central (BC). O crédito está ficando mais caro por várias razões. Uma delas, segundo informaram ao Valor executivos de vários bancos, é a percepção de que o risco de calote subiu. As margens de lucro das empresas estão pressionadas graças ao aumento de custos e recuo das vendas. Além disso, fontes tradicionais de DINHEIRO barato, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), tornaram-¬se mais seletivas e caras. Ficou também mais difícil para alguns setores acessar a farta liquidez internacional. Diante desse ambiente mais arriscado e restritivo, os bancos decidiram reajustar as taxas de seus empréstimos. "O risco aumentou um pouco em algumas companhias porque o mercado ficou mais difícil, mais incerto. Os INVESTIMENTOS estão mais custosos, o dólar impactou balanços e algumas empresas têm dívidas em dólar. Isso aumenta o risco e, quando aumenta o risco, aumenta o spread", disse Alberto Fernandes, vice¬-presidente do Itaú BBA.
    • As novas regras para exploração da biodiversidade brasileira, aprovadas pelo Senado na semana passada, devem destravar até R$ 270 milhões em pesquisas e desenvolvimento de novos medicamentos fitoterápicos no país.
    • A dificuldade de caixa das companhias investigadas pela Operação Lava¬Jato, assim como de suas fornecedoras, o crescimento do número de empresas em recuperação judicial (que oferece a segurança de não transmitir passivos ao comprador), aliada à alta do dólar têm atraído estrangeiros em busca de ativos brasileiros por valores mais baixos. O movimento tem se refletido nas áreas de fusões e aquisições dos grandes escritórios de advocacia do país que registram aumento no número de negócios assessorados. Advogados da área têm atendido clientes da Ásia, Europa e Estados Unidos interessados no momento favorável para compras. Os negócios não se resumem a pequenas cifras, mas envolvem a aquisição de unidades inteiras de produção, com foco principal nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.
    • A contabilização das alterações que a entrada e a saída da Vale do bloco de controle da Usiminas provocaram no free float (quantidade de ações da empresa em circulação no mercado) da siderúrgica é o ponto central da discussão sobre se a Ternium deverá ou não fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para os papéis ordinários da siderúrgica. O debate acontece porque, no ano passado, a Ternium comprou as ações que a Previ detinha na Usiminas. A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pediu a OPA, mas a Ternium vai recorrer da decisão ao colegiado da autarquia. Nas contas da Nippon Steel & Sumitomo, que fez uma queixa à CVM pedindo que a autarquia pedisse à Ternium a OPA, as compras efetuadas pela Ternium teriam ultrapassado o limite em 43,170 milhões de ações. Já nos cálculos da Ternium, o limite não foi atingido, uma vez que ela poderia comprar até 62,091 milhões de ações e ela adquiriu, da Previ, 51,390 milhões de papéis. Nas contas da área técnica da CVM, por sua vez, o limite que dispararia a OPA era de 46,150 milhões de ações e a Ternium excedeu o limite, portanto, em 5,239 milhões. A área técnica afirma que os controladores podem pedir à CVM autorização para, em vez da OPA, vender a participação em excesso no mercado. Se não reverter a decisão, essa deverá ser a opção da Ternium.

Índices

Nome

Atual

% Variação

Dow Jones Industrial Average

17.820,00

-0,40%

S&P 500 Index

2.094,20

0,15%

Nasdaq Composite Index

4.422,00

-0,10%

Ibovespa

54.134,39

0,69%

Índices Globais

Japão: Nikkei

20.133,90

1,13%

China: Shanghai

4.608,74

2,44%

Hong Kong: Hang Seng

27.933,85

0,30%

Alemanha: DAX

11.922,77

-0,14%

França: CAC 40

5.206,84

0,27%

Londres: FTSE

7.020,58

-0,60%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$56,50

-0,19%

Ouro ($/oz)

US$1.199,80

-0,27%

*Valores de abertura do pregão