Bolsa

Comentários sobre o Mercado

16/04/2015

  • Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 294 mil, acima das expectativas e ligeiramente superior ao número da semana anterior.
  • As ações europeias registraram queda na quinta-feira após a publicação de relatórios de resultados heterogêneos e piora das perspectivas econômicas da Grécia.
  • Os mercados de ações asiáticos acompanharam o movimento de subida dos seus pares na quinta-feira, com o índice Shanghai Composite da China atingindo um recorde.
  • O Citigroup registrou lucro por ação melhor que a receita, a qual ficou abaixo das expectativas.
  • O Goldman Sachs superou as expectativas tanto em termos de lucro por ação quanto de receita, sustentando por um grande volume de negociações em janeiro quando o Banco Central da Suíça aboliu o limite para o franco.
  • A UnitedHealth registrou US$1,46 por ação no último trimestre,U$11 centavos de dólar acima das expectativas, com a receita também superando as expectativas.
  • Nesta quinta-feira, podem haver desdobramentos positivos do relatório da Netflix, publicado após o fechamento do mercado. A Netflix não conseguiu atingir as expectativas de lucro por ação, mas sua receita subiu 24% e seu número de assinantes teve crescimento acima do esperado.
  • A Petrobras, além de enfrentar uma crise sem precedentes, precisa lidar com um problema adicional: sua elevada exposição ao dólar. Um relatório da Moody‘s que será publicado hoje mostra que a estatal está entre as companhias mais prejudicadas pela desvalorização do real, junto com as empresas aéreas, que também têm dívida e custos na moeda americana e receitas predominantemente em reais. Para a agência de classificação de risco, o real, assim como outras moedas latinas, deve permanecer enfraquecido em relação ao dólar neste ano e em 2016, pressionando as companhias com despesas na moeda e oferecendo vantagens significativas para as empresas exportadoras. No caso da Petrobras, o problema é significativo, pois a valorização do dólar obriga a empresa a gastar mais para importar combustíveis, além de aumentar o peso da dívida denominada na moeda americana. A Petrobras adota a contabilidade de hedge para limitar os efeitos do câmbio, mas continua muito exposta às movimentações cambiais.
  • A fabricante francesa de laticínios Danone informou ontem que suas vendas globais cresceram 8,1% no primeiro trimestre, em comparação a igual período de 2014,totalizando, 47 bilhões de euros. Excluindo mudanças cambiais, aquisições e alienações, o aumento da receita foi de 4,8%.
  • O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, pretende trabalhar nos próximos meses na definição de um projeto de lei que poderá adequar a atual legislação do setor à realidade das novas tecnologias, que têm a cada ano comprimido as receitas das concessionárias do serviço público de telefonia fixa. Este é um dos temas do setor de telecomunicações que o ministro pretende enfrentar, ao lado de outros assuntos que envolvem a regulação e controle da mídia. "Hoje, o objeto de desejo é o 4G. Em breve, será o 5G. Não podemos perder tempo. O Brasil não pode ficar defasado em termos de telecomunicações. Temos várias localidades do país que não têm sequer uma telefonia fixa de qualidade. O papel do poder público é criar condições para que as pessoas sejam atendidas pelo setor privado com mecanismos públicos", afirmou Berzoini, em entrevista ao Valor.
  • No primeiro trimestre, as exportações do Brasil para a China caíram 35%, queda explicada integralmente pela redução de embarques de soja e minério de ferro para o país asiático. Para analistas, os preços de commodities podem até se estabilizar nos próximos meses, mas com a economia chinesa menos aquecida, dificilmente deve haver recuperação significativa nas vendas desses produtos ao longo de 2015. No médio prazo, porém, a mudança de modelo de crescimento chinês, mesmo que se traduza em taxas mais baixas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, pode ser uma boa notícia para o Brasil. A expectativa é que, ao longo do tempo, a pauta de exportação brasileira para a China fique menos concentrada em produtos básicos e incorpore itens de maior valor agregado. Os primeiros sinais dessa tendência podem ser vistos nos dados da balança comercial do primeiro trimestre.
  • A decisão do governo de restabelecer a cobrança de PIS e Cofins sobre receitas financeiras das empresas a partir de 1º de julho colocou em alerta as companhias e as áreas de crédito corporativo dos bancos. O decreto, editado em 1º de abril, vai onerar os recursos aplicados do caixa das empresas e aumentar o custo das dívidas, especialmente em moeda estrangeira. Zeradas em 2005, as alíquotas passarão agora para 0,65% (PIS) e 4% (Cofins). O governo estima uma arrecadação de R$ 2,7 bilhões com a cobrança, que deve atingir 80 mil empresas. Em linhas gerais, os dois tributos incidirão sobre qualquer ganho financeiro obtido pelas empresas, desde um rendimento na aplicação do caixa em CDB até a variação cambial positiva de um empréstimo obtido no exterior. O problema é que o governo não previu no decreto a compensação das eventuais despesas financeiras no pagamento do imposto. As empresas que têm financiamento em dólares pagarão os tributos sobre o ganho contábil caso a moeda americana tenha desvalorização. Se no mês seguinte a moeda subir, a perda não poderá ser compensada. "Quanto mais volátil o dólar, maior será o imposto a pagar", resume o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro.
  • A Camargo Corrêa estimou em até R$ 730 milhões as perdas resultantes dos desdobramentos da Operação Lava¬Jato, informou a empreiteira em suas demonstrações financeiras de 2014. Não foi feita provisão para a perda, considerada "possível". A empresa identificou como "provável" uma perda de R$ 62 milhões, para a qual foi constituída provisão em 31 de dezembro de 2014. Se houver desembolso financeiro decorrente das investigações, a companhia avalia que deve ser no médio e longo prazo, podendo ser bancado pelo fluxo de caixa gerado por suas atividades.
  • O governo brasileiro elevou para 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 126,7 bilhões, a meta de superávit primário do ano que vem e definiu que o percentual será mantido até o fim do governo da presidente Dilma Rousseff, em 2018. Mas a novidade no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLOA) de 2016, enviado ao Congresso, foi a inclusão de uma proposta para limitar o crescimento da folha de salários da União, ao tentar definir limites até agora inexistentes para os reajustes do Judiciário e Legislativo. O governo também admitiu, oficialmente, que a economia deve encolher este ano e que a inflação vai estourar o teto da metade de 6,5%.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.960,00

-0,36%

S&P 500 Index

2.091,30

-0,40%

Nasdaq Composite Index

4.404,00

-0,40%

Ibovespa

54.704,17

-0,39%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.885,77

0,08%

China: Shanghai

4.394,65

2,71%

Hong Kong: Hang Seng

27.739,71

0,44%

Alemanha: DAX

12.033,16

-1,62%

França: CAC 40

5.222,95

-0,60%

Londres: FTSE

7.106,08

-0,37%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$55,37

-1,81%

Ouro ($/oz)

US$1.207,40

0,51%