Bolsa

Comentários sobre o Mercado

14/04/2015

  • Na terça-feira, as ações dos EUA abriram com ligeira queda, enquanto os investidores digerem os primeiros relatórios de resultados e dados econômicos moderados.
  • Os futuros registraram ligeira queda após a publicação dos relatórios econômicos. As vendas no varejo aumentaram 0,9%, um pouco abaixo das expectativas de crescimento de 1,1% em relação ao mês anterior. Entretanto, esse foi o primeiro ganho registrado desde o fim do ano passado.
  • O índice de preços ao produtor (IPP) aumentou 0,2% em março, em linha com as expectativas, após registrar queda por quatro meses consecutivos.
  • Após a publicação dos relatórios de dados, os rendimentos dos títulos do tesouro de dez anos caíram para 1,86%, enquanto os rendimentos dos títulos do tesouro de dois anos caíram para 0,50%.
  • "Em geral, eu achei isso um pouco decepcionante. As pessoas estavam entusiasmadas em março, vendo a primavera como o ponto de virada. Eu acho que é cedo demais," afirmou Bob Sinche, estrategista global da Amherst Pierpont. "Acredito que o mercado de títulos decepcionou um pouco, pois esperava bons números no varejo".
  • O dólar caiu após a publicação dos dados e o euro foi negociado a aproximadamente US$ 1,06.
  • O rating de crédito da Petrobras, que foi rebaixado para grau especulativo pela Moody‘s por conta do atraso na publicação do balanço, pode ser elevado em um degrau se a companhia publicar os resultados auditados neste mês com o aval da auditoria independente PricewaterhouseCoopers (PwC). Marianna Waltz, diretora¬gerente da Moody‘s América Latina, disse em entrevista ao Valor que se a PwC não fizer ressalva existe essa possibilidade. Ainda assim, a companhia não recupera o grau de investimento que foi perdido em fevereiro. Na última semana de fevereiro, a Moody‘s rebaixou os ratings da Petrobras de "Baa3" para "Ba2". A nota saiu do menor grau de investimento para o segundo nível do grau especulativo. Segundo Marianna, se tudo correr bem e a Petrobras publicar um balanço "limpo", a agência pode reavaliar os ratings da estatal, mas dificilmente eles voltaram ao grau de investimento no curto e médio prazo. Se forem elevados em uma nota, passarão a "Ba1", nível mais alto do grau especulativo.
  • Após duas semanas de alta por conta da nomeação do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, as ações das companhias de educação voltaram a cair ontem. Os papéis de Kroton e Estácio lideraram as perdas do Ibovespa, com queda de 4,58% e 4,23%, respectivamente, como reflexo de um relatório com 33 páginas do Credit Suisse sobre os impactos das mudanças nas regras do Fies, financiamento estudantil do governo. O Credit Suisse reduziu de 4% para 1% sua estimativa de taxa média de crescimento do número de novos alunos no ensino superior entre 2014 e 2024.
  • A Petrobras deve fazer um ajuste entre R$ 14 bilhões e R$ 28 bilhões no balanço que pretende publicar após a reunião de seu conselho, no dia 22 de Abril.
  • Tradicionais pagadoras de dividendos, as empresas de energia elétrica colocaram o pé no freio e diminuíram drasticamente a distribuição de proventos no ano passado. Assoladas por incertezas e com alavancagem maior, a maior parte das companhias preferiu segurar recursos e reforçar o caixa para enfrentar mais um ano considerado bastante complicado para o setor. Entre as distribuidoras, a preocupação é com o impacto do aumento das tarifas sobre a demanda e, consequentemente, sobre a receita. Já as geradoras esperam um novo baque nas contas por conta do déficit de geração hídrica, que já custou mais de R$ 20 bilhões em 2014.
  • A semana começou com intensa volatilidade na bolsa brasileira. As ações da Petrobras subiram forte ainda na manhã de ontem, com rumores sobre o balanço e de vendas de ativos, mas fecharam longe das máximas do dia. As ações da Vale voltaram a sofrer pressão vendedora após a agencia Standard & Poor‘s (S&P) colocar a nota da companhia em revisão para possível rebaixamento. O setor de educação também foi alvo de vendas. O Ibovespa chegou a subir 1,2% na máxima do dia, depois recuou quase 0,4%, mas terminou a segunda-¬feira em leve alta de 0,05%, aos 54.240 pontos, com volume de R$ 6,535 bilhões.
  • O Mercado Livre fechou a compra de 100% da brasileira KPL Soluções, criadora de sistemas de gestão para empresas de comércio eletrônico. O preço inicial do negócio foi de R$ 50 milhões, mas o valor final será maior. Os sócios da KPL receberão um bônus caso metas de performance sejam atingidas. O prazo para cumprimento dos objetivos e o valor futuro a ser pago não foram divulgados. Com o negócio, a companhia adiciona à sua linha de produtos uma oferta que ainda não tinha e reforça a estratégia de oferecer produtos e serviços não só a vendedores e compradores de seu site, mas também a outras empresas e usuários.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.910,00

0,20%

S&P 500 Index

2.081,30

-0,25%

Nasdaq Composite Index

4.403,25

0,16%

Ibovespa

53.773,31

-0,86%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.908,68

0,02%

China: Shanghai

4.332,72

0,33%

Hong Kong: Hang Seng

27.561,49

-1,62%

Alemanha: DAX

12.228,04

-0,90%

França: CAC 40

5.210,41

-0,83%

Londres: FTSE

7.067,17

0,04%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$52,56

1,25%

Ouro ($/oz)

US$1.191,20

-0.68%