Bolsa

Comentários sobre o Mercado

13/04/2015

  • Na segunda-feira, os índices de futuros das bolsas dos EUA abriram em baixa, em antecipação a uma semana em que muitos dados e resultados de bancos serão publicados e enquanto os investidores absorvem os desastrosos dados comerciais da China.
  • Nesta semana, o mercado focará na publicação de resultados de grandes bancos e empresas do setor financeiro como J.P. Morgan, Wells Fargo e American Express, e outras grandes empresas, como Intel e Johnson & Johnson. Pela primeira vez em seis anos, os resultados devem registrar uma queda significativa, com redução de 2,9% no lucro líquido do S&P 500, de acordo com a Thomson Reuters.
  • O petróleo valorizou mais após a contagem do número de plataformas da semana passada ter mostrado uma queda na exploração petrolífera nos EUA. O petróleo bruto subiu para mais de US$52 o barril e o petróleo Brent se manteve estável, próximo a US$58,50 o barril. O ouro desvalorizou enquanto o dólar subiu, alavancado pelos dados da China.
  • As manifestações de rua pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff perderam fôlego nas principais capitais. Houve atos em 24 Estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, epicentro do movimento contra o governo, a Polícia Militar estimou o número de manifestantes na Avenida Paulista em 275 mil ¬ no protesto de 15 de março, para a PM, 1 milhão de pessoas compareceram. O Datafolha mostra refluxo semelhante, com 100 mil na manifestação de ontem e 210 mil na anterior. As entidades que estavam à frente da organização dos protestos procuraram ampliar o movimento, investindo em atos em cidades médias, com um quadro de mobilização em geral ainda menor. Em São Bernardo do Campo (SP), domicílio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e berço do PT, cerca de 200 manifestantes se reuniram. Esperava-se cerca de 5 mil.
  • A desaceleração da economia brasileira e o menor fluxo de repasses de recursos do governo federal derrubaram os investimentos dos Estados. Levantamento feito pelo Valor mostra que de 21 Estados com dados já disponíveis, houve queda de investimentos em 14 no primeiro bimestre. Na média, esses Estados investiram 24% a menos que no mesmo período do ano passado. O coordenador dos Estados no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), José Tostes Neto, observa que a queda decorre da fraca arrecadação do ICMS e dos repasses insuficientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Há ainda a queda no ritmo, sentida por alguns Estados, dos repasses de transferências de capital, direcionados a investimentos.
  • A disputa de poder na Volkswagen se intensificou durante o fim de semana. Um racha surgiu entre as famílias Porsche e Piëch, que controlam a fabricante de carros. E o diretor-presidente Martin Winterkorn da empresa sinalizou que não pretende sair de sua posição. Uma crise foi detonada na liderança da empresa na sexta¬feira, quando o presidente do conselho e patriarca da Volkswagen, Ferdinand Piëch, revelou que seu relacionamento com Winterkorn estava tenso. Não está claro seu objetivo com esse pronunciamento. Mas em uma declaração durante uma entrevista ¬ "I am at a distance to Winterkorn " (Estou mantendo certa distância de Winkerton, em uma tradução livre) ¬, ele pareceu sabotar o executivo, provocando dúvidas no futuro deste e obrigando acionista s¬chaves e representantes de empregados a tomarem partido.
  • Aumentar as exportações de aeronaves e sistemas de defesa e segurança é a alternativa que a unidade de Defesa & Segurança da Embraer tem para atravessar com mais tranquilidade este momento de dificuldades orçamentárias que o governo brasileiro vive, afirma o presidente dessa divisão da companhia, Jackson Schneider. "Entendemos a necessidade de ajuste fiscal do governo, mas a possibilidade de contingenciamento de recursos é um desafio a ser enfrentado pelo segmento de defesa da companhia", disse. Ao contrário dos setores de aviação comercial e executiva, a valorização cambial afeta para baixo o faturamento da defesa, pois 60% da receita deste segmento na Embraer hoje é em moeda brasileira, explica Schneider. O executivo admite que existam atrasos nos pagamentos dos projetos desenvolvidos para as Forças Armadas, mas que a empresa tem conversado com os interlocutores do setor para equacionar o fluxo de recebimento e até mesmo, em alguns casos, alterar o ritmo e o escopo de projetos.
  • Os executivos da Camargo Corrêa que firmaram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) deram informações que aumentam o escopo de investigação dentro da Petrobras e também na própria empreiteira. Eles denunciaram mais dois diretores da estatal que ainda não figuravam nos autos da Lava¬Jato, além de mais quatro integrantes do grupo. As informações foram prestadas por Eduardo Hermelino Leite, vice presidente da construtora Camargo Corrêa (atualmente afastado do cargo)e Dalton dos Santos Avancini, presidente (também afastado). Eles firmaram acordo de colaboração no fim de fevereiro e já prestaram vários depoimentos. Atualmente, os dois cumprem prisão domiciliar com prazo de um ano enquanto aguardam sentença. Segundo as informações fornecidas aos investigadores, os novos diretores da estatal citados teriam praticado o mesmo esquema de pagamento de valores indevidos a agentes públicos.
  • Após gerar o retorno máximo permitido, de 25%, no primeiro fundo, a XP decidiu oferecer uma segunda edição para investidores interessados em serem sócios de Warren Buffett. Está aberta para captação uma nova carteira de capital protegido com investimento em ações do Berkshire Hathaway, conglomerado do lendário megainvestidor. A estratégia será a mesma: o fundo vai investir a maior parte dos recursos em títulos públicos no Brasil e o restante será destinado a operações estruturadas com derivativos que buscam refletir o desempenho das ações classe B da Berkshire, uma versão mais líquida e fracionada dos papéis classe A, cotados na bolsa americana a nada menos que US$ 215,2 mil. O câmbio não está embutido no rendimento, a ideia é que o investidor receba a variação das ações. O fundo segue com capital protegido, portanto, se não houver valorização, há garantia de manutenção do valor principal, ainda que sem correção. Desta vez, contudo, não haverá trava de alta, que foi de 25% na primeira edição.
  • O aluguel de ações da Vale quase triplicou de volume e encareceu mais de 10 vezes na BM&FBovespa desde o começo deste ano, refletindo o cenário desfavorável para a mineradora nos próximos meses. A queda do preço do minério de ferro para mínimas históricas vem prejudicando o faturamento da companhia brasileira e também de suas concorrentes domésticas e internacionais. Os papéis PNA já acumulam perda de 20% neste ano e as ações ON recuam 16%, enquanto o Ibovespa avança 8% no mesmo período. Diante do cenário negativo, investidores estão aumentando suas apostas em novas quedas das ações. O crescimento na demanda por aluguel de ações de Vale ON e PNA na Bovespa confirma esse movimento. Como a bolsa não permite vendas a descoberto [sem ter o ativo], o investidor é obrigado a tomar as ações emprestadas para em seguida vendê-las. Ao ficar "vendido", o investidor tira proveito da baixa dos papéis.
  • A Bradesco Asset Management (BRAM) indicou dois nomes para preencher as duas vagas destinadas a minoritários no conselho de administração da Petrobras. Os escolhidos foram Eduardo Bunker Gentil, ex¬diretor do Unibanco e do Itaú BBA e desde 2009 é sócio da consultoria Cambridge Family Enterprise e Otavio Yazbek, advogado que deixou há um ano e quatro meses o cargo de diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e antes disso foi diretor de autorregulação da BM&FBovespa Supervisão de Mercados (BSM). Os candidatos vão concorrer com dois outros, já indicados após articulação da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Outros nomes podem surgir e embora hoje não seja possível afirmar quais serão os escolhidos, a sinalização aparentemente de consenso dos minoritários é a de pessoas que estejam alinhadas com o pensamento de mercado, distantes de influências políticas..

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.973,00

0,00%

S&P 500 Index

2.091,20

-0,21%

Nasdaq Composite Index

4.414,75

0,00%

Ibovespa

54.299,15

0,16%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.905,46

-0,01%

China: Shanghai

4.318,56

2,14%

Hong Kong: Hang Seng

28.016,34

2,73%

Alemanha: DAX

12.355,09

-0,16%

França: CAC 40

5.244,21

0,07%

Londres: FTSE

7.052,99

-0,52%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$52,54

1,74%

Ouro ($/oz)

US$1.200,60

-0,33%