Bolsa

Comentários sobre o Mercado

10/04/2015

  • Os índices de futuros das bolsas dos EUA sofreram um discreto aumento na sexta-feira, influenciados pelos planos da General Electric Co. de cancelar a maioria de suas operações de crédito o que incentivou os parâmetros de referência. Os principais índices de ações estavam no caminho certo para registrar a segunda semana consecutiva de alta.
  • As ações da General Electric valorizaram 8,5% na negociação antes da abertura do mercado, elevando os índices Dow e S&P. A GE decidiu abrir mão da maior parte de seu negócio de finanças, a GE Capital, e vai vender ou fazer uma cisão dessa parte nos próximos dois anos. O conglomerado concordou em vender o equivalente a US$26,5 bilhões em prédios de escritórios e dívidas de imóveis comerciais a compradores que incluem o Blackstone Group LP e Wells Fargo & Co.
  • O rendimento no Japão dos títulos de 10 anos do tesouro ficou em 1,946%, em comparação a 1,957% na quinta-feira.
  • Quanto a outras notícias corporativas, as ações da Apple estarão em foco na sexta-feira, quando o Apple Watch de alta tecnologia torna-se disponível para pré-encomenda, em preparação para seu lançamento marcado para 24 de abril.
  • Os dados esperados para sexta-feira nos Estados Unidos incluem o orçamento do Tesouro às 14:00, horário da costa leste, que acredita-se mostrará que o déficit orçamentário aumentou para aproximadamente US$45 bilhões em março.
  • Joaquim Levy, sinalizou aos secretários estaduais de Fazenda, reunidos para discutir a reforma do ICMS, que aceita criar uma nova vinculação de receitas no Orçamento federal para garantir recursos ao fundo de desenvolvimento regional para os Estados que deixarem de conceder incentivos tributários para a atração de investimentos. Levy, que participa hoje da reunião do Conselho Nacional da Política Fazendária (Confaz), enfrentará, no entanto, uma plateia irritada com os atrasos nos repasses da União aos Estados e municípios. Os secretários contam atrasos no repasse de recursos da Lei Kandir, que compensa perdas com exportações, nas transferências do Sistema Único de Saúde, além da recusa do Tesouro Nacional em autorizar novas operações de crédito. "O ministro tem que entender que os Estados estão numa situação muito pior que a União", diz um secretário.
  • O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá se encontrar com Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), e com Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, na semana que vem, durante a reunião semestral das duas instituições, em Washington. Ele também irá a Nova York, logo após a reunião do FMI, para encontros com investidores internacionais. A visita de Levy terá dois focos principais. O primeiro será o de fazer a defesa das medidas de ajuste fiscal no Brasil. Ele deverá apresentar as medidas que o governo vem adotando para conter gastos e corrigir as contas públicas. O segundo foco será o de mostrar a investidores externos as oportunidades de fazer aportes de capitais no país. A equipe da Fazenda terá encontros para apresentar modelos de concessão de obras públicas em setores estratégicos para o Brasil. O objetivo é o de obter maior atratividade de empresas e bancos estrangeiros para a realização de investimentos em infraestrutura. Segundo uma fonte da área econômica, a equipe também fará a defesa da dinamização do mercado de capitais do Brasil. Por fim, a Fazenda deverá rebater expectativas negativas à economia brasileira que forem divulgadas nos relatórios do FMI.
  • A Rede D‘Or, maior grupo hospitalar do país e que tem como sócio minoritário o BTG Pactual, encerrou o ano passado com um lucro líquido consolidado de R$ 320 milhões, um crescimento de 53,2% em relação a 2013. O resultado final foi beneficiado por uma combinação de fatores. A receita líquida avançou 21%, para R$ 4,9 bilhões. Já os custos subiram menos, 18%, para R$ 3,9 bilhões. Além disso, a linha de equivalência patrimonial saltou de R$ 10,5 milhões para R$ 42,7 milhões. O aumento na equivalência patrimonial se deu por causa da aquisição de 10% da Medise, empresa que controlava os hospitais Rio D‘Or e Barra D‘Or, cuja fatia estava nas mãos da Amil. O endividamento total do grupo diminuiu 10%, para R$ 104 milhões em 2014. A maior parte da dívida, o equivalente a R$ 86,6 milhões, foram captados com o IFC, braço do Banco Mundial.
  • A maior rede de franquias da cadeia de lanchonetes McDonald‘s, a Arcos Dorados Holding, foi alvo de queixa de acionista minoritário à Nyse Regulation, órgão de auto¬regulação da bolsa novaiorquina. A empresa opera no México, Caribe, América Central e do Sul. A reclamação foi entregue na manhã de ontem pelo CtW Investment Group, que representa fundos de pensão organizados numa federação denominada ‘Change to Win‘ (Mudar para Vencer) ¬ que tem mais de 5 milhões de membros com investimentos de longo prazo e postura que chamam de "ativista". Afirmam deter US$ 250 bilhões aplicados globalmente ¬ entre as investidas está a Arcos Dorados. Entretanto, não há informações na carta sobre o tamanho de sua posição na empresa.
  • As ações de bancos ficaram entre as principais baixas do pregão de ontem da Bovespa, com rumores de aumento de impostos e um relatório de um grande banco estrangeiro que rebaixou a recomendação dos papéis. Banco do Brasil ON (¬3,65%) foi a maior baixa do Ibovespa, seguido de Santander Unit (¬2,42%), Bradesco ON (¬2,07%), Itaú PN (¬2,00%), Itaúsa PN (¬1,87%) e Bradesco PN (¬1,78%). O Credit Suisse alterou sua recomendação para os bancos de compra ("outperform") para neutro. Segundo o relatório, a mudança se baseia no preço relativo dos papéis ("valuation") e em uma relação de risco/retorno mais fraca. O Credit Suisse lembra que os bancos brasileiros têm registrado as piores performances na América Latina em dólar desde seu último relatório, publicado em 21 de janeiro. A fraqueza do real acabou superando o desempenho positivo das ações em moeda local. A casa também vê um balanço de riscos pior, tanto na área operacional quanto na macroeconômica, e prefere adotar uma visão mais conservadora para o segmento. Segundo o Credit Suisse, a deterioração mais rápida de projeções macroeconômicas no Brasil e os impactos negativos ligados à cadeia de suprimentos da Petrobras se traduzem em um ambiente mais desafiador para os bancos.
  • O governo deu passo concreto para ofertar ao mercado o braço de seguros da Caixa Econômica Federal. Mas não anunciou se a oferta é primária ou secundária, se os sócios vão vender também alguma participação e qual o motivo da operação. Por ora, o parâmetro utilizado é a oferta da BB Seguridade, que movimentou quase R$ 11,5 bilhões. A operação da Caixa pode até seguir o modelo, mas não deve chegar ao mesmo volume de recursos movimentados. De fato, a forma como o mercado avalia hoje a BB Seguridade será uma importante régua para dar preço ao IPO da empresa da Caixa e saber se ela está "cara" ou "barata". A Caixa Seguridade ainda não existe formalmente. Trabalhando com os dados disponíveis nas demonstrações contábeis, que dão conta da Caixa Seguros Holding, da qual a Caixa detém 48% e a francesa CNP Assurance outros 51%, é possível fazer alguns exercícios para saber o valor desse ativo. Esses dados apontam que o lucro líquido da Caixa Seguros Holding foi de R$ 1,53 bilhão em 2014. A BB Seguridade teve ganho líquido de R$ 3,45 bilhões e apresenta um valor de mercado de cerca de R$ 67 bilhões, o que representa 19 vezes o lucro líquido. Usando o mesmo múltiplo para a Caixa Seguros é possível estimar que a empresa teria um valor de mercado de cerca de R$ 29 bilhões.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.910,00

0,17%

S&P 500 Index

2.088,30

0,12%

Nasdaq Composite Index

4.399,25

0,00%

Ibovespa

54.003.95

0,37%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.907.63

-0,15%

China: Shanghai

4.227,93

1,92%

Hong Kong: Hang Seng

27.272,39

1,22%

Alemanha: DAX

12.382,42

1,78%

França: CAC 40

5.233,60

0,47%

Londres: FTSE

7.051,02

0,51%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$50,64

-0,30%

Ouro ($/oz)

US$1.202,80

0,77%