Bolsa

Comentários sobre o Mercado

06/04/2015

  • Os índices de futuros das bolsas dos EUA reduziram as suas perdas, mas abriram em queda novamente após comentários do presidente do Fed de Nova Iorque, que mantiveram a perspectiva dependente de dados. Esse anúncio levou à desvalorização do dólar.
  • Segundo o anúncio do fim da semana passada, 126 mil empregos foram criados nos Estados Unidos em março, o número mais fraco desde 2013 e abaixo da expectativa de 245 mil segundo uma pesquisa da Reuters.
  • O euro continuou valorizado em relação ao dólar, ligeiramente abaixo de US$1,10. O petróleo bruto permaneceu acima de US$50 o barril, enquanto o petróleo Brent subiu para mais de US$56 o barril e o ouro valorizou mais de 1%.
  • As ações da Herbalife caíram na negociação antes da abertura do pregão após a CNBC ter reportado que as autoridades federais abordaram membros da administração da companhia de suplementos nutricionais.
  • Segundo o Wall Street Journal, a Comissão Europeia deve mover um processo antitruste contra o Google.
  • A AIG foi processada pela administradora de investimentos Pimco; dezenas de fundos da Pimco afirmam ter sofrido perdas significativas durante a crise financeira de 2008 devido ao investimento da AIG em "títulos exóticos".
  • No Brasil, se o investimento em infraestrutura e logística é um dos três eixos dos quais depende a retomada do crescimento, como tem dito Joaquim Levy em suas apresentações mais recentes, tirá-¬lo do papel nunca dependeu tanto das sinalizações dadas pelo próprio governo. Pelo menos R$ 51 bilhões podem ser despejados na economia nos próximos anos se o programa de concessões for levado adiante, mas o balanço de riscos mudou. Na avaliação de especialistas, a forma como as incertezas econômicas podem atingir a expectativa de retorno do investidor ocupa hoje o centro das preocupações, ¬ à frente da operação Lava ¬Jato ou de questões regulatórias. Para eles, a habilidade de Levy e sua turma de equacionar a questão fiscal, a convergência da inflação para o centro da meta e a queda da curva longa de juros deve fazer a diferença entre um quadro de alguns poucos leilões de sucesso, como a Ponte Rio ¬Niterói, leiloada em meados de março e a retomada de um programa mais robusto.
  • O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tomou uma decisão importante na semana passada. Ele preferiu arcar com o ônus de apresentar números menos favoráveis nas contas públicas em fevereiro, em vez de continuar com a prática da chamada "pedalada fiscal". Esse mecanismo, amplamente utilizado na gestão econômica anterior, adia o pagamento da despesa de um mês para o outro e, assim, melhora artificialmente o resultado primário. Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na semana passada, Levy disse que o governo fez alguns pagamentos que, por conveniência, poderia ter jogado para março. "Achamos importante dar tempestividade aos pagamentos, mesmo que tenhamos cifras menos favoráveis", afirmou. A decisão de Levy dará maior transparência à execução orçamentária, credibilidade à política fiscal do governo e previsibilidade para todos os fornecedores da União.
  • Em novembro de 2013, baseada numa previsão de que o Brasil cresceria 4% ao ano em média, a Airbus projetava uma forte expansão do mercado doméstico de aviação civil num horizonte de aproximadamente 20 anos. De lá para cá, o cenário deteriorou¬-se. Mas o diretor ¬geral de Estratégia e Area Internacional do Airbus Groupe, Marwan Lahoud, não está preocupado. Para ele, os fundamentos da economia brasileira são bons e ajustes podem levar o país de volta à rota de crescimento. O executivo, no entanto, alertou para o risco de a atual situação de imprevisibilidade orçamentária do governo prejudicar os planos de companhias que pretendem investir no Brasil ou vender para as Forças Armadas.
  • Gol e TAM, as duas maiores empresas aéreas brasileiras, transportaram ano passado juntas 3,5 milhões mais passageiros que em 2013, para atender 67,8 milhões de pessoas, e engordaram o faturamento em R$ 2 bilhões, para superar receitas de R$ 26 bilhões em 12 meses. Mesmo assim, as líderes da aviação comercial no país, que empregam 20 mil funcionários e decolam 600 mil vezes por ano, chegaram a 31 de dezembro com prejuízo somado de R$ 1,5 bilhão. O dólar foi apontado como vilão por executivos de Gol e TAM. Ao subir 25% ante o real, a moeda americana inflou dívidas e custos das empresas ¬ que têm mais de 60% de despesas inscritas em divisa externa ¬, corroendo R$ 1,3 bilhão nos balanços das duas. Mas o histórico financeiro do setor aéreo brasileiro na última década revela uma trajetória tão irregular quanto um voo sob turbulências. Desde 2004, TAM e Gol, empresas que publicam balanços, perderam R$ 2,5 bilhões, em valores corrigidos pela variação do IGP¬M.
  • A credenciadora de cartões Cielo obteve forte demanda em uma emissão de R$ 4,6 bilhões em debêntures com prazo de três anos. Segundo fonte a par do assunto, a operação saiu com taxa de 105,8% do CDI, bem abaixo do teto estipulado pela companhia, que era de 109%. A Cielo vai usar os recursos para rolar uma emissão de notas promissórias feita no fim do ano passado para capitalizar a empresa criada em parceria com o Banco do Brasil (BB) na área de cartões. A oferta foi coordenada por Bradesco BBI, BTG Pactual e J.P. Morgan. As debêntures receberam classificação de risco "AAA" pela Fitch.
  • Única mudança da Carteira Valor de abril, as ações da CPFL Energia entraram no portfólio em substituição aos papéis das Lojas Americanas. Como pano de fundo está a valorização de nada menos que 10,2% no mês de março, que praticamente sustentou o bom desempenho desses ativos no primeiro trimestre, com alta acumulada de 10,65%.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.676,00

0,00%

S&P 500 Index

2.046,10

-0,65%

Nasdaq Composite Index

4.307,25

0,00%

Ibovespa

53.827,17

1,33%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.397,98

-0,19%

China: Shanghai

4.050,10

0,00%

Hong Kong: Hang Seng

25.275,64

0,00%

Alemanha: DAX

11.967,39

0,00%

França: CAC 40

5.074,14

0,00%

Londres: FTSE

6.833,46

0,00%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$50,12

1,99%

Ouro ($/oz)

US$1.218,80

-1.49%