Bolsa

Comentários sobre o Mercado

02/04/2015

  • Na quinta-feira, os índices de futuros das bolsas dos EUA abriram em baixa, em meio a um grande número de dados, enquanto os investidores se preparam para uma semana mais curta devido ao feriado da páscoa.
  • O déficit comercial em fevereiro foi de US$ 35,4 milhões, muito abaixo do esperado. A expectativa era de uma ligeira redução do déficit em fevereiro, com a queda nos preços do petróleo pressionando o valor das importações.
  • Apresar de a bolsa estar fechada na sexta-feira, o relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano Non-farm Payrolls ainda será publicado. O relatório do mercado de trabalho deve mostrar um aumento de aproximadamente 250.000 nos postos de trabalho dos setores industrial, de construção e de serviços em março, mantendo o índice de desemprego em 5,5%, o nível mais baixo em mais de seis anos e meio.
  • Os mercados europeus registraram uma ligeira alta na quinta-feira, quando os investidores analisaram o relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano Non-farm Payrolls e se posicionaram em antecipação ao final de semana prolongado.
  • A AIG foi processada pela administradora de investimentos Pimco; dezenas de fundos da Pimco afirmam ter sofrido perdas significativas durante a crise financeira de 2008 devido ao investimento da AIG em "títulos exóticos".
  • A CFTC processou a Kraft Foods e a Mondelez pela suposta manipulação de futuros do trigo e preços à vista do trigo.
  • Os rendimentos dos títulos do tesouro de 10 anos subiram para 1,88 % após a publicação dos relatórios. O ouro registrou uma ligeira queda na quinta-feira, mas conseguiu se manter acima de US$1.200 a onça com um dólar mais fraco após a publicação de dados econômicos decepcionantes. Nos mercados de commodities, os futuros do petróleo registraram queda na quinta-feira, após terem subido na sessão anterior, em razão da prorrogação das discussões entre o Irã e seis grandes potências mundiais sobre a questão nuclear.
  • A estagnação da economia brasileira no ano passado "escondeu" uma forte disparidade regional. Pelo Índice de Atividade Econômica regional do Banco Central, considerado uma prévia do Produto Interno bruto (PIB), enquanto o Nordeste alcançou um expressivo crescimento de 3,7% em 2014 sobre 2013, o Sudeste amargou recessão de 0,8% na mesma comparação. Agricultura varejo ajudaram os Estados nordestinos, enquanto a indústria foi a grande responsável pela derrocada de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, comprometendo a região mais rica do país, apesar do bom desempenho industrial do Espírito Santo. Estimativas do setor privado apontam que a economia nordestina pode sofrer uma inflexão em 2015.
  • A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista à agência de notícias "Bloomberg" na terça-­feira, que o governo prepara um grande corte orçamentário, com redução em todas as atividades administrativas, mas sem informar um prazo específico para as medidas. Dilma garantiu aos jornalistas que a meta de superávit de 1,2% do PIB está mantida. "Eu farei tudo para atingir 1,2%, não é só uma questão de crença, é de ação política". De acordo com a transcrição da entrevista, a presidente disse que o ajuste será possível graças à aprovação do Orçamento, que ocorreu com três meses de atraso. "Agora é a nossa vez. O Orçamento foi aprovado há duas ou três semanas e está chegando agora para nós. A partir daí, vamos implantar o ajuste nos nossos gastos. Vamos conter nossos gastos", disse Dilma. A presidente também fez questão de respaldar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy durante a entrevista. "O ministro Joaquim Levy é muito importante para o Brasil hoje. Ele tem muita firmeza", afirmou ela.
  • Dois indicadores divulgados ontem mostram que a confiança dos empresários do varejo e de serviço atingiu nível recorde de baixa, devido fatores como queda de demanda, crédito mais caros e sinais de turbulência política, que afetam a condução da política econômica. Segundo especialistas, o pessimismo dos empresários desses setores, os maiores empregadores do país, pode levar ao aumento no ritmo de demissões ao longo de 2015.
  • A petroquímica Braskem deu início a um processo de investigação interna após ter sido relacionada ao esquema de pagamento de propinas na Petrobras, segundo os depoimentos em delação premiadas prestadas pelo doleiro Alberto Youssef ­ pivô da Operação Lava­Jato ­ e por Paulo Roberto Costa, ex-­diretor de Abastecimento da estatal.
  • A Petrobrás poderá ter de adiar, mais uma vez, a publicação do balanço financeiro do ano passado. Marcada para o dia 30 de abril, a divulgação pode atrasar porque os métodos adotados para apurar os resultados ainda estão sob análise da autoridade americana responsável pela vigilância do mercado, a SEC (Securities and Exchange Comission). Os técnicos da SEC receberam o relatório há duas semanas e não se manifestaram oficialmente sobre os procedimentos. Fontes ligadas à Petrobrás dizem, porém, que há sinais de que a metodologia será aprovada. O novo cálculo não levará em conta os prejuízos causados pela corrupção revelada pela Operação Lava Jato.
  • Uma possível melhora do cenário econômico brasileiro foi incorporada aos preços dos ativos ontem, após Planalto e Congresso alcançarem um consenso em relação a questões relevantes para o país. O Senado aceitou o apelo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para adiar a votação do projeto que regula em até 30 dias a aplicação do novo indexador da dívida dos Estados. O acordo com o PMDB permite que a correção de débitos de Estados e municípios não mude até 2016, quando o governo deve fazer uma devolução de valores às unidades da federação após a adoção de um novo indexador. Petrobras, bancos e elétricas ficaram entre as maiores altas da Bovespa no dia, enquanto exportadoras devolveram ganhos recentes acompanhando o recuo do dólar. Vale e Gol figuraram entre as poucas baixas do pregão, após grandes bancos revisarem suas projeções para as duas companhias.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.615,00

-0,05%

S&P 500 Index

2.050,30

-0,14%

Nasdaq Composite Index

4.313,00

-0,09%

Ibovespa

52.909,76

1,12%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.312,79

1,46%

China: Shanghai

4.010,05

0,41%

Hong Kong: Hang Seng

25.275,64

0,77%

Alemanha: DAX

11.984,58

-0,14%

França: CAC 40

5.064,02

0,04%

Londres: FTSE

6.816,06

0,10%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$49,26

-1,66%

Ouro ($/oz)

US$1.200,90

-0,60%