Bolsa

Comentários sobre o Mercado

30/3/2015

  • Os índices de futuros das bolsas dos EUA subiram ainda mais na segunda-feira, seguindo o movimento de alta das ações europeias e em antecipação de uma semana repleta de publicações de novos dados, culminando com o relatório de emprego na sexta-feira.
  • Os gastos dos consumidores norte-americanos praticamente não aumentaram em fevereiro, quando a poupança das famílias atingiu o seu nível mais alto em dois anos, o sinal mais recente de que o crescimento econômico teve uma desaceleração pronunciada no primeiro trimestre. Na segunda-feira, o Departamento de Comércio afirmou que o consumo subiu 0,1% após uma queda não revisada de 0,2 % em janeiro. Os economistas esperavam um aumento de 0,2 % no consumo no mês passado.
  • O preço do petróleo bruto nos EUA caiu 69 centavos de dólar para US$48,18 o barril, enquanto o preço do ouro caiu US$16,40 para US$1.108,30 a onça. O dólar permaneceu estável em relação às principais moedas.
  • A estagnação da economia brasileira em 2014 ¬com a variação de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) ¬ fez com que o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff tenha sido o de menor crescimento desde o curto governo de Fernando Collor de Mello. Fora Collor, a evolução média de 2,1% ao ano foi a mais pífia da história do PIB, incluindo a chamada década perdida dos anos 80. E pelas projeções atuais do mercado, o crescimento médio esperado para o segundo mandato é ainda menor, com 1,2% ao ano (com recessão de 0,85% em 2015).
  • O aumento no ritmo de demissões no país no mês passado elevou a taxa de desemprego de 5,3% em janeiro para 5,9%. Além da retração expressiva da ocupação, de 0,9% sobre fevereiro de 2014, a renda aferida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) também deu sinais de que a deterioração das condições do mercado de trabalho esperada para este ano pode se dar em velocidade mais rápida que o antecipado. Pela primeira vez desde outubro de 2011, a renda média real caiu em relação ao mesmo período do ano anterior ¬ 0,5% em fevereiro.
  • A já duradoura crise da indústria elétrica contou com um novo componente de piora no ano passado: o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento de produção e distribuição de eletricidade, gás e água recuou 2,6% sobre 2013. Essa foi a primeira vez que a atividade dos chamados Serviços Industriais de Utilidade Pública (Siup) diminuiu desde 2001. Naquele ano, a adoção do racionamento de energia elétrica levou a um tombo de 7,9% do setor. De acordo com os economistas, a trajetória negativa desse segmento deve se acentuar em 2015, uma vez que, com a revisão metodológica das Contas Nacionais, o IBGE passou a considerar o custo mais elevado de geração de energia com o uso mais intensivo das usinas termelétricas. Neste ano, devido à baixa quantidade de chuvas, as térmicas devem ser ainda mais acionadas do que no ano passado.
  • Na falta de dados sobre a rentabilidade da indústria automobilística nacional, o balanço divulgado pela Renault trouxe um retrato do estrago financeiro produzido pela crise atravessada pelo setor. A filial brasileira da montadora francesa, quinta marca do mercado nacional, terminou 2014 com um prejuízo de R$ 270 milhões, resultado que reverte o lucro de R$ 232,2 milhões apurado no exercício anterior. A receita líquida da empresa caiu 19,7% no ano passado, somando R$ 9 bilhões. A redução no custo de produção, de 16,6%, e das despesas com vendas, de 11,1%, não se deu na mesma proporção, o que acabou corroendo as margens da empresa. O resultado operacional da Renault ou seja, sem colocar na conta as despesas com pagamento de dívidas e impostos sobre o lucro ¬ ficou negativo em R$ 143 milhões em 2014.
  • Em meio a um cenário econômico que classifica como nebuloso, o Grupo Boticário coloca em marcha um redesenho na sua estrutura de comando. O objetivo, segundo o presidente Artur Grynbaum, é manter a agilidade do grupo, que diversificou os negócios e dobrou de tamanho entre 2010 e 2014. O faturamento total, incluindo as franquias, somou R$ 9,3 bilhões no ano passado ¬ um avanço de 16% sobre 2013, um pouco menor que os 18% estimados inicialmente.
  • A Unilever superou a Natura em participação nas vendas de produtos de higiene e beleza no Brasil em 2014, segundo dados da empresa de pesquisas Euromonitor, com uma fatia de 11,8%, antes 11,3% da brasileira. A americana Avon também perdeu uma posição entre os maiores grupos do setor no país ¬ passou do quinto para o sexto lugar no ano passado. O setor movimentou R$ 101,7 bilhões em 2014, um crescimento de 11% sobre o ano anterior. Embora a Unilever tenha ficado na liderança, ela diminuiu sua participação, de 12% para 11,8%. A questão é que o recuo da Natura foi maior, de 12,4% para 11,3%, e, por isso, a tradicional líder do setor acabou ficando para trás.

Índices

Nome

Atual

%Variação

Dow Jones Industrial Average

17.626,00

0,00%

S&P 500 Index

2.063,50

0,53%

Nasdaq Composite Index

4.325,75

0,00%

Ibovespa

50.719,21

1,25%

Índices Globais

Japão: Nikkei

19.411,40

0,65%

China: Shanghai

3.968,83

2,59%

Hong Kong: Hang Seng

24.855,12

1,51%

Alemanha: DAX

12.027,47

1,34%

França: CAC 40

5.078,36

0,88%

Londres: FTSE

6.872,04

0,25%

Commodities

Petróleo Bruto WTI (NYM $/bbl)

US$48,57

-0,61%

Ouro ($/oz)

US$1.183,90

-1,33%