Brasil

Chineses dominam tecnologia eólica

16/10/2015

Mais do que do sistema de patentes, o processo de transferência de tecnologia depende de estímulos comerciais por meio de politicas de governo, defendeu, ontem, o advogado Adarsh Ramanujan, do escritório indiano Lakshikmi Kumaran & Sridharan, durante o Rio 2015 AIPPI, o Congresso mundial de Propriedade Intelectual que está sendo realizado no Windsor Barra Hotel, de 10 a 14 de outubro. Debatedor do painel III, que tratou do impacto ambiental das tecnologias verdes e suas implicações no sistema de patentes, Ramanujan citou o exemplo da China, que, por meio de parcerias com empresas de países desenvolvidos, dominou a tecnologia de energia eólica e tornou-se exportador de geradores para os Estados Unidos e União Europeia. "A China fez o dever de casa e hoje exporta suas turbinas pela metade do custo das europeias e está ganhando mercado", disse.

Ramanujan explicou que para incentivar as tecnologias verdes no país, em 1997 o governo chinês criou um programa de incentivos às empresas interessadas em investir em energia eólica, como a espanhola Gamesa, tendo como contrapartida a transferência de tecnologia. O estimulo baseou-se em contratos de 40 anos e tarifas de energia elétrica atraentes e, ainda, a garantia de que 40% das turbinas fossem fabricadas no país. O resultado foi que a produção de energia eólica no país saltou de 2,5 gigabytes em 2005, para 25 gigabytes em 2009. Em 2011, já dominando a energia de fabricação de turbinas, quatro empresas chinesas estavam entre as dez maiores do mundo no setor.

O debate contou ainda com a presença do brasileiro Júlio Prezotti, da Manancial Projectos e Consultoria Ambiental, e do francês Guillaume Henry, do Szleper Henry Avocats e teve como debatedor Bertram Huber, do IP SEVA, da Alemanha.

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Dannemann Siemsen