Brasil

Investir no Tesouro Direto é simples e bate poupança

20/10/2014

Título federal alcançou rentabilidade bruta de 10,42% nos últimos doze meses. Poupança rendeu 6,99%

Milhões de brasileiros ainda preferem a velha caderneta de poupança por causa da simplicidade, mas o número de investidores pessoas físicas no programa de compra e venda de títulos públicos federais pela internet (Tesouro Direto) cresce mês a mês e já soma 420 mil.

Segundo o diretor da Easynvest Corretora, Amerson Magalhães, o programa cresce à medida que as pessoas físicas adquirem o conhecimento de que investir em papéis do Tesouro Direto é muito simples, seguro e rende melhor que a poupança. "É apenas uma questão de informação, em poucos cliques pela internet a pessoa consegue comprar e vender pequenas quantias."

Como comparação, enquanto a poupança rendeu 6,99% líquido nos últimos 12 meses, o título público federal considerado mais seguro de oscilações de mercado, a Letra Financeira do Tesouro (LFT), que segue a taxa básica de juros (Selic) exibiu rentabilidade bruta de 10,42% em igual período, ou ganho líquido de 8,60% ao ano, descontado a alíquota de 17,5% do imposto de renda (IR) em 365 dias corridos.

Se o investidor pessoa física estiver disposto a superar a rentabilidade da poupança, mesmo com poucos recursos, a aplicação está disponível a partir da quantia mínima de R$ 70 e são necessários apenas 10 passos para concretizar a operação pela internet.

"O primeiro passo é o investidor escolher uma corretora ou banco de sua preferência para fazer seu cadastro. É uma ficha cadastral com nome, filiação, CPF, RG, endereço e situação financeira e patrimonial", diz Magalhães.

Algumas corretoras de valores como a Easynvest, Corval, Modal e Tullet Prebon não cobram taxa de administração, enquanto os grandes bancos de varejo pela conveniência ao usuário, de fazerem o cadastro em seu banco, cobram taxas um pouco maiores, entre 0,40% e 0,50% ao ano. Outra taxa cobrada de todos os investidores é a de custódia da BM&FBovespa, de 0,3% ao ano. "A custódia é cobrada na venda do título, no pagamento dos juros, no vencimento do título, ou semestralmente nas datas de 1 de janeiro e 1 de julho de cada ano que o investidor mantiver os papéis", diz.

Na internet

Concluído o cadastro e obtida a senha provisória do banco ou da corretora, e feita uma transferência de recursos para essa conta do banco ou da corretora, o segundo passo é acessar o portal na internet: www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto. Na sequência da operação, o terceiro passo é clicar no item "Invista Agora‘ e acessar.

A nova página aberta pedirá para o usuário digitar seu CPF (quarto passo), e sua senha provisória (quinto passo) que poderá ser trocada por outra de acordo com a preferência do usuário. Após essa digitação de CPF e senha, etapa similar a de um internet banking, o investidor completa o login (acesso) digitando no item "OK" do teclado virtual.

Escolha dos títulos

O sexto passo consiste em verificar quais são os títulos públicos federais que estão disponíveis para compra. Eles são identificados por tipo, data de vencimento, indexador e taxa de juros ao ano. "Basicamente são três tipos em cinco papéis diferentes, o de juros pós-fixados [LFT], os de juros pré-fixados, em que o investidor já conhece o quanto vai receber [LTN e NTN-F], e os de inflação [NTN-B e NTN-B Principal], que pagam juros reais mais a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA]", explicou.

A diferença entre os pré-fixados, é que a NTN-F, de vencimento mais longo, paga juros semestrais (cupom), e a LTN não. Da mesma forma, entre os papéis de inflação, é que a NTN-B paga juros semestrais, e a Principal, apenas no vencimento do papel. "A LFT pós-fixada tem o menor risco, já as demais podem apresentar perdas se vendidas antes do prazo de vencimento", alertou.

Compra e Venda

O sétimo passo na página do Tesouro Direto consiste em agendar a compra selecionando o item "agendar" ou comprar diretamente selecionado o item "comprar". Feita a opção de compra, a página pede como oitavo passo, a digitação do seu agente de custódia (banco ou corretora).

No nono passo, o usuário escolhe o título e clica em "comprar", que irá abrir uma nova página em que é escolhida a quantidade. O mínimo é um décimo (10%) de um título. No décimo passo, uma nova janela vai pedir para "confirmar a compra", "desistir da compra", ou "adicionar novos títulos". A confirmação da compra fará o débito dos recursos na conta do banco ou da corretora.

Para receber os ganhos após o período de investimento basta selecionar o item "vender" para o Tesouro recomprar os papéis das pessoas físicas.

Autor: Ernani Fagundes
Fonte: DCI