Brasil

PMEs apostam na importação para crescer

02/02/2014

Em 10 dias, qualquer modalidade de pessoa jurídica pode se tornar apta a trazer produtos e insumos do exterior

Apesar do câmbio mais volátil, o Custo Brasil ainda cria oportunidades de importação de produtos e matérias-primas para pequenos e médios negócios. Prova disso são as 33.559 empresas que importaram até US$ 1 milhão em 2013, um aumento de 4,4% sobre o ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. São empreendedores que observam as oscilações do mercado e aproveitam a chance de investir em áreas lucrativas.

No entanto, muitos empresários ainda desconhecem o caminho para importar. Por mais que a burocracia envolvida no processo possa assustar, com ajuda especializada é possível habilitar uma pessoa jurídica a adquirir mercadorias no exterior. Abaixo, veja como se transformar em um importador em cinco passos:

1. Estude os custos da mercadoria que pretende importar

Antes de mais nada, é preciso descobrir a classificação do produto na NCM, a Nomenclatura Comum do Mercosul. Isto influi no tipo de impostos que deverão ser pagos. Também é preciso fazer um estudo de viabilidade econômica, levando em consideração o valor do frete, armazenamento, seguros, etc.

"Com esses dados, podemos planejar a quantidade mínima de produtos que devem ser importados para que a operação seja rentável, além de programar a periodicidade para reposição de estoque", explica Tatiane Forte, diretora da Forte - SA, empresa especializada em comércio exterior.

2. Obtenha a documentação básica

Para importar, o pré-requisito principal é o Radar, documento expedido pela Receita Federal que habilita a empresa a fazer transações internacionais. "O prazo legal para deferimento do RADAR é de 10 dias úteis, mas já fizemos o cadastramento em 4 dias. Embora ainda seja um tabu, o RADAR quando feito por empresa especializada é simples e rápido, além de ser possível para qualquer empresa ou pessoas físicas", conta Tatiane. Aqui há um porém: alguns produtos, de acordo com sua NCM, precisam de uma anuência do órgão regulamentar. Por exemplo, brinquedos devem ser aprovados pelo Inmetro, aparelhos de rádio frequência pela Anatel e assim sucessivamente.

3. Mãos à obra: compre a mercadoria

Faça o pedido dos produtos com o fornecedor. Ele emitirá um fatura comercial, conhecida como Commercial Invoice. O ideal é que o despachante confira os dados, pois a legislação brasileira tem regras específicas, e que se descumpridas podem gerar multas no momento do desembaraço aduaneiro. O pagamento final pode ser feito no banco, por meio de uma transação cambial, ou por empresas especializadas. Se o valor for muito pequeno, dá até para usar o Paypal ou serviços equivalentes.

4. Liberar a mercadoria no porto ou aeroporto

Essa etapa é conhecida como desembaraço aduaneiro. O primeiro passo é solicitar a Licença de Importação, se o NCM do produto exigir. O tempo e custo do transporte variam de acordo com a origem e meio escolhido. Uma carga da China, por exemplo, leva 30 dias de navio e 5 de avião. O volume e quantidade influenciam no valor do frete.

Em seguida, a carga é fiscalizada pela Receita Federal. Essa análise é feita com níveis de rigor escolhidos aleatoriamente pelo SISCOMEX (Sistema de Comercio Exterior). "Como é o importador que paga pela armazenagem, é importante contar com apoio qualificado para acelerar esta etapa e evitar custos adicionais", afirma Tatiane da Forte - SA. Por fim, é registrada a Declaração de Importação, quando todos os impostos são quitados.

5. Expedir a nota fiscal e transportar os produtos

Quando a carga está finalmente liberada, o importador deve emite uma nota fiscal de entrada, para retirada da carga do armazém alfandegado e movimentação da mercadoria.

Saiba mais: www.forte-sa.com.

FONTE PRESS WORKS/PRNewswire