Brasil

1º Fórum Nacional de Mobilidade Urbana discutiu gargalos e soluções para o setor

21/03/2014

O Fórum Nacional de Mobilidade Urbana,promovido pelo LIDE - Grupo de Líderes Empresariais, reuniu 244 participantes no Centro Cultural Minas Clube, em Belo Horizonte. Com a presença do prefeito da cidade, Marcio Lacerda, o fórum debateu os problemas e propôs soluções com a Carta de Minas e o Legado do Fórum de Mobilidade Urbana.

Para Roberto Giannetti da Fonseca, presidente do LIDE Infraestrutura, há um crescimento desordenado nas cidades. "As pessoas ficam cerca de 20 dias por ano em um transporte para se deslocar diariamente", afirmou. "Em 2013 a população foi às ruas e a necessidade de colocar em pauta a mobilidade urbana é urgente", declarou João Doria Jr., presidente do LIDE.

O prefeito Marcio Lacerda afirmou que essa discussão está vinculada ao planejamento urbano e à melhoria da qualidade de vida da população, já que as grandes cidades continuarão crescendo. Para Alexandre Lafer Frankel, presidente da Vitacon, que lançou o primeiro apartamento de 18m2,"os valores mudaram, hoje o luxo é não necessitar de carro, é ter mais tempo para vida pessoal", afirmou.

Sergio Vieira, membro do Conselho de Administração da Pedra Branca e da ESPB - Espírito Santo Property do Brasil, apontou como solução ter bairros como pequenas cidades, capazes de atender às necessidades da população.

Clarisse Linke, diretora do ITDP Brasil - Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, questionou se a prioridade é melhorar a qualidade de vida das pessoas ou esvaziar os pátios das montadoras.

Para Alexandre Gomide, técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA - Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, as questões dos impactos ambientais e da melhor qualidade de vida, como andar a pé, precisam ser consideradas.

"O ideal é não haver a necessidade do deslocamento. É preciso uma revitalização dos centros", disse Gustavo Palhares, diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para Rubens Lessa Carvalho, presidente do SINTRAM - Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano -, o que falta é aumentar o conforto e a segurança dos usuários. Já José Varella, presidente da 3M, lembrou que a tecnologia deve ser aplicada para as melhorias do transporte coletivo da população.

Segundo Gustavo de Oliveira, presidente do Conselho do LIDE Minas Gerais, a questão da mobilidade também é cultural e educacional. Para Marcio Nigro, presidente do Caronetas, o sistema chegou ao limite e é necessária a busca pelo bem-estar.

FONTE Fórum Nacional de Mobilidade Urbana/PRNewswire