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Geórgia oferece oportunidades para empresários brasileiros nos EUA

18/06/2015

De acordo com o governador do estado, Nathan Deal, a região tem obtido um desempenho econômico acima da média nacional; tecnologia é área promissora para realizar investimentos

Apesar da lenta recuperação dos Estados Unidos, algumas regiões do país estão passando por um bom momento econômico, oferecendo oportunidades de negócios para investidores estrangeiros.
É o caso do estado da Geórgia, localizado no sudeste dos EUA. Durante passagem pelo Brasil, o governador do estado norte-americano, Nathan Deal, disse que o desempenho econômico da Geórgia tem ficado acima da média nacional.
"Nós estamos confiantes na recuperação da economia norte-americana, apesar de estar sendo mais lenta do que esperávamos. Contudo, a economia da Geórgia está indo muito bem. Nós vamos concluir o nosso ano fiscal no final do próximo mês [julho] e a expectativa é de crescimento de 7% nas receitas do estado, em relação ao ano anterior. Ou seja, o desempenho do estado da Geórgia, nos últimos doze meses, foi bem diferente do desempenho a nível nacional", disse Deal ao DCI, durante evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), ontem, sobre promoção de negócios entre os EUA e Brasil.
O diretor de comércio internacional do Departamento de Desenvolvimento Econômico do governo do Estado da Geórgia, Tom Croteau, também ressaltou o bom momento econômico da região e disse que o grande mercado consumidor do estado é um dos atrativos para os investidores brasileiros.
Ele diz que a área de tecnologia oferece as melhores oportunidades para as pequenas e médias brasileiras que desejam avançar na Geórgia. "As empresas de pequeno e médio porte estão entrando na Geórgia para fornecer tecnologia ao mercado, como softwares, além de serviços de telecomunicações e consultorias", afirma Tom Croteau.
Em expansão
A multinacional de serviços de tecnologia Stefanini, presente nos EUA desde 2001, é uma das empresas brasileiras com operações na Geórgia. O vice-presidente da companhia, Ailtom Nascimento, diz que o grupo pretende expandir as suas operações na região, a partir da criação de centros de pesquisas e desenvolvimento em inovação. "Nós criamos recentemente um centro de inovação em Cingapura e queremos fazer isso também nos Estados Unidos. Para nós seria interessante desenvolver os centros de pesquisa em parceria com a Georgia Tech [Instituto de Tecnologia da Geórgia]. Hoje é a instituição de referência quando se trata de tecnologia", comenta ele.
A diretora de produtos e serviços da Amcham, Camila Moura, informa que outra empresa brasileira está abrindo operações na Geórgia. Trata-se da MJV, uma consultoria de inovação em negócios e tecnologia. Outras companhias nacionais presentes no estado norte-americano são a Eucatex, Gerdau, JBS, Keystone Global Foods (Marfrig).
"A Geórgia tem um relacionamento muito forte com o Brasil. É o principal estado com o qual o País realiza negócios e as missões da Geórgia pelo Brasil acontecem regularmente", relata Moura.
Incentivos
O vice-presidente da Stefanini conta que a companhia pretende conhecer mais os incentivos oferecidos pelo estado da Geórgia para reformular as suas estratégias na região.
"Precisamos conhecer mais os incentivos que a Geórgia oferece. Estamos expandindo operações no estado, mas sem lançar mão dos incentivos. Nessa aproximação com o governo da Geórgia, pretendemos nos informar sobre assunto para redirecionar as nossas estratégias", disse Nascimento.
Sobre isso, Croteau diz que um dos maiores incentivos do estado é o programa Quick Start, que ajuda as empresas a treinarem os seus funcionários. "Nós [governo da Geórgia] não cobramos nenhuma taxa das companhias para realizar esse programa de treinamento, existente desde 1969", afirma o representante.
Durante o evento na Amcham, foi lançado a reedição do Georgia Highlights, um informativo para os empresários sobre como investir no estado.
De acordo com o documento, a Geórgia tem uma das menores taxas de imposto sobre o lucro de empresas dos EUA, de 6%. Além disso, o estado oferece créditos fiscais e possui imóveis com preços acessíveis.
Durante o ano passado, o comércio bilateral entre a Geórgia e o Brasil alcançou US$ 2,1 bilhões. Neste período, as importações nacionais do estado norte-americano somaram US$ 1,4 bilhão, crescimento de 19,6% em relação a 2013. Já as exportações brasileiras para a região foram de US$ 737 milhões, no ano passado. Os principais produtos vendidos foram pneus de borracha.

Fonte: DCI