Mundo

Sete cuidados para garantir uma colaboração sustentável

17/09/2014

Gerar simultaneamente impactos positivos para o meio ambiente, a sociedade e os indivíduos que compartilham um propósito comum. Este é o principal pressuposto da colaboração para a sustentabilidade, segundo Nellie Akalp, fundadora da CorpNet - incubadora que já criou mais de 100 mil empresas nos Estados Unidos.

Por "indivíduos que compartilham um propósito comum", entenda-se oportunidades de networking, inspiração e apoio em projetos, expansão de mercados e vendas em conjunto ou economia de escala com consequente redução de custos na produção.

Para Ram Nidumolu, pesquisador e fundador da InnovaStrat, há uma tendência crescente de as empresas considerarem a colaboração para gerar valor e oferecer respostas sistêmicas para questões globais complexas, como as mudanças climáticas ou a preservação da biodiversidade.

Em artigo publicado em abril na Harvard business Review, assinado conjuntamente com Jib Ellison, John Whalen e Erin Billman, Nidumolu aponta sete cuidados para garantir uma colaboração sustentável. São eles:

  1. UM GRUPO PEQUENO PARA INICIAR: Evite envolver muitos stakeholders com visões diferentes sobre o objetivo da colaboração. Isso ajuda a criar o "círculo fundador da colaboração". Se julgar necessário, esse grupo inicial poderá, no futuro, integrar outros parceiros, desde que afinados com os mesmos propósitos e igualmente motivados. um fator crítico de sucesso é a escolha criteriosa dos integrantes. Critérios básicos: maior conhecimento, habilidade e liderança em relação ao problema cuja solução a colaboração vai apoiar;

  2. CONJUGAÇÃO DE INTERESSES PARTICULARES COM COLETIVOS: O êxito de uma experiência colaborativa passa pelo reconhecimento, por parte de cada integrante, do valor intrínseco da atividade de colaboração e do entendimento de que o objetivo do grupo está acima de qualquer objetivo individual;

  3. VALORAÇÃO ADEQUADA: Para conjugar interesses, como proposto no item anterior, deve-se atribuir um valor financeiro compatível com a redução de custo e a geração de lucros resultantes da ação colaborativa. Quanto mais clara essa informação, mais fácil ficará priorizar os projetos;

  4. RESULTADOS CONCRETOS ESTIMULAM: Um dos objetivos da colaboração é transformar um propósito comum e interesses individuais em um negócio melhor. Nada de metas de muito longo prazo, pois elas desanimam. Ainda que os resultados iniciais sejam pequenos, estabeleça metas ousadas que possam ser atingidas, de modo perceptível e no curto prazo;

  5. A IMPORTÂNCIA DE UMA ORGANIZAÇÃO DE SUPORTE: Não é porque todas as partes elegeram, no início, um objetivo comum que o processo ocorrerá sem conflitos. É aí que entram as organizações externas de apoio. Por serem neutras, tecnicamente preparadas, podem ser muito úteis na mediação, revisão do modelo ou mesmo na gestão;

  6. COMPETIÇÃO SAUDÁVEL: Para manter o foco nos resultados, ao longo do tempo, deve-se estimular uma competição saudável, não baseada em interesses particulares, mas nos interesses compartilhados. Faz bem ao processo, por exemplo, estabelecer indicadores de performance que incentivem a competição para uma colaboração melhor;

  7. CONFIANÇA SEMPRE: Construir e manter a confiança é fundamental para o êxito de qualquer experiência colaborativa. Nunca perca isso de vista.

Fonte:EcoD/Mercado Ético