Mundo

China impõe restrições aos aplicativos de troca de mensagens

11/08/2014

Medida deve afetar programas populares de conversas instantâneas de smartphones e tablets

A China anunciou novas medidas para a utilização dos aplicativos e programas para a troca de mensagens instantâneas. Segundo divulgou a agência de notícias Xinhua, a partir de agora será obrigatório a utilização de nomes verdadeiros - e não mais apelidos - e será preciso de autorização prévia para publicar ou republicar material político.

Ainda de acordo com a agência, a ideia é promover a "verdadeira liberdade de expressão" e para "respeitar leis e regulamentos, os interesses nacionais e os direitos legítimos dos cidadãos".

Com a medida, os apps WeChat - que tem quase 400 milhões de usuários no país - QQ, Laiwang, Miliao e Kakao Talk devem ser os mais atingidos.

Em entrevista à Xinhua, o diretor de gerenciamento de internet, Xu Feng, afirmou que "algumas pessoas estão prejudicando os direitos e interesses de outras e a segurança pública em nome da liberdade de expressão" e que "a regulamentação promoverá a qualidade dos serviços".

Já Jiang Jun, porta-voz da entidade, disse que "muitas pessoas estão usando as plataformas para disseminar informações terroristas, violentas e com conteúdo pornográfico, bem como calúnias e boatos".

No mês passado, o país bloqueou as páginas do Facebook, Twitter e Instagram. Com os bloqueios, muitos chineses estavam utilizando o WeChat para debater temas relacionados à política.

Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas utilizam algum serviço de troca de mensagens na China.

Fonte: DCI