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Crescimento dos EUA ficará abaixo da média nos próximos anos, diz FMI

16/06/2014

Crescimento potencial deve ficar em média em 2% nos próximos anos.
Desemprego no país deve demorar para cair a níveis históricos.

O crescimento potencial dos Estados Unidos deve ser em média de 2% nos próximos anos, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Esse crescimento, segundo o fundo, é menor que a média histórica, e que a última expectatida da própria entidade.

"Uma combinação de fatores está trabalhando para reduzir o crescimento de longo prazo, incluindo os efeitos do envelhecimento da população e perspectivas mais modestas para o crescimento da produtividade", diz o FMI no relatório.

No curto prazo, a fundo prevê uma alta de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2014, e de 2% em 2015. O crescimento menor este ano vem na esteira de um inverno rigoroso nos primeiros meses, junto com um mercado imobiliário ainda fraco e uma demanda interna mais lenta.

"Dados recentes, no entanto, sugerem que uma retomada significativa na atividade está acontecendo, e o crescimento no resto do ano e em 2015 deve exceder o potencial", diz o FMI.

Desemprego

O FMI aponta que o crescimento do emprego tem sido "saudável", mas o mercado ainda está fraco: o desemprego de longo prazo está alto, a participação da força de trabalho está abaixo do esperado, e os salários estão estagnados.

Com melhores perspectivas de crescimento, os Estados Unidos devem ver progressos na criação de empregos. A queda, no entanto, deve ser lenta, avalia o fundo, em parte porque as perspectivas de melhora vão incentivar os trabalhadores a voltarem ao mercado, e o desemprego de longo prazo vai demorar para cair de volta aos níveis históricos.

O relatório afirma ainda que cerca de 50 milhões de norte-americanos vivem na pobreza, e a taxa oficial de pobreza está "estacionada" em 15%, apesar da recuperação econômica em curso. "A redução da pobreza vai necessitar, antes de mais nada, um retorno muito mais robusto do crescimento e da criação de empregos", diz o texto.

Fonte: G1